domingo, 7 de junho de 2015

EATALY São Paulo: um verdadeiro culto à Gastronomia Italiana!!!


Aproveitei o feriadão de Corpus Christi e fui conhecer o Eataly, mega empreendimento dedicado à Gastronomia Italiana, que abriu em São Paulo sua 1º unidade latino-americana e está causando o maior alvoroço na cidade.
Faça chuva ou faça sol, seja dia útil, fim de semana ou feriado, uma fila de carros e outra de pessoas se formam em frente ao prédio de 4.500 m2, localizado na Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1489. 
OBS.: como eu sei que muita gente está doidinha para ir até lá, mas está com receio da muvuca no seu interior e, até mesmo, de não conseguir entrar, vou tentar narrar a minha experiência com o máximo de detalhes possíveis, principalmente quanto aos horários em que conseguimos fazer as coisas e aos preços das mercadorias ;o)
Na sexta-feira, dia 05/06/15, nós entramos na fila de carros exatamente às 11:12. Os segundos iam se passando e não saíamos do lugar. Como era o meu marido quem estava no comando da direção, desci do carro e fui ver o que estava acontecendo. Gente, tinha uns 10 carros (ou mais) na nossa frente! Uma placa na entrada do estacionamento anunciava que o mesmo estava lotado. Avisei ao meu marido e paramos no estacionamento do prédio ao lado, que custou R$ 20,00. 
Não tivemos problema nenhum para entrar no estabelecimento. A fila na calçada ainda não havia começado a se formar. Meu cunhado passou por lá, no mesmo dia, por volta das 12: 30 e viu uma fila de uns 100m de comprimento. Perguntei a um funcionário e ele me informou que todos os dias está sendo assim. Antes do meio dia, eles começam a limitar a entrada das pessoas para não sobrecarregar o ambiente. Aí, só quando vai saindo alguém, é que eles vão deixando quem está na fila entrar.
Durante todo o tempo em que estive dentro do Eataly, posso falar que a quantidade de pessoas estava agradável. Lógico que você irá pegar fila para conseguir comprar algumas coisas, mas não fica insuportável de circular.  
Lá dentro, tudo é muito bem sinalizado. Há plaquinhas com indicações para todos os lados. Então fica fácil achar o restaurante ou os produtos que você quer. E a organização é bem racional, as massas que estão à venda ficam ao lado do restaurante de massas; as carnes, ao lado do restaurante de carnes; e assim por diante.
Logo que chegamos, fomos olhar no mapa onde ficava o restaurante "La Pasta e La Pizza", nosso escolhido para o almoço e, frise-se, o mais concorrido. O restaurante abre diariamente às 11:30. Entramos na fila (sim, lá tem fila para praticamente qualquer coisa!!! Rsrsrs) às 11:20.
O esquema funciona da seguinte forma: o restaurante só começa a funcionar, como já falei acima, às 11:30. Deste modo, quem chega antes deste horário, vai ingressando na fila que vai se formando em frente ao local de atendimento da Hostess. Quando o restaurante abre, os primeiros da fila vão ocupando as mesas existentes. Quem fica sem lugar, põe o seu nome na lista de espera.
O legal é que eles anotam o número do seu celular e mandam uma mensagem quando sua mesa fica disponível. O sistema é bem moderno! Nada de carregar aqueles dispositivos quadrados que vibram quando a mesa está pronta e que têm um alcance de distância limitado.
Abaixo, vejam a mensagem que recebi assim que cadastrei meu celular na lista de espera e, em seguida, a mensagem que recebi quando a mesa já estava disponível.


Através do link fornecido na primeira mensagem, a pessoa consegue ir acompanhando quantas posições (mesas) faltam até chegar a sua vez.


Se o seu 3G não estiver funcionando, não tem problema, eles disponibilizam uma rede wi-fi para os clientes (eu até tentei utilizar, mas não tive paciência de preencher as informações necessárias).
Sem contar o Brace Bar (restaurante de grelhados), as cafeterias (Grand Bar Lavazza e Caffè Vergnano) e as doceiras (Il Gelato di Venchi e Nutella), o Eataly conta com 5 restaurantes:
(1) “La Piazza” – ideal para uma refeição rápida, serve frios, produtos de charcutaria, queijos, pães e vinhos;
(2) “La Pasta e La Pizza” – que prepara massas secas e frescas, bem como pizzas ao estilo napolitana, com massa borrachuda, aberta com as mãos, e borda alta;
(3) “La Carne” – onde os carnívoros podem devorar carnes selecionadas;
(4) “Il Pesce” – serve peixes frescos e frutos do mar; 
(5) “Le Verdure e Il Crudo” – oferece aos comensais peixes crus, ostras e pratos italianos vegetarianos. Pois é, no Eataly, todos têm vez!!!
Entramos na fila do La Pasta e La Pizza às 11:20, colocamos nosso nome na lista às 11:54 e nos sentamos 12:35. Uma hora e quinze minutos após termos chegado, conseguimos uma mesa. Até que foi um tempo razoável. Vocês não acham?
E, enquanto esperávamos, vimos pães, raviólis e mozzarella de búfala sendo preparados, bem como fomos escolhendo tudo o que queríamos comprar e, até mesmo, adquirindo algumas coisinhas. A variedade de produtos italianos de alta qualidade é incrível! O mercado conta com mais de 7.000 artigos. Tem bebidas alcoólicas (vinhos, champanhes, cervejas etc.) e não alcoólicas (águas, sucos e refrigerantes), carnes, peixes, queijos, pães, massas secas e frescas, temperos, doces, livros e utensílios domésticos. Então, será praticamente impossível ir embora sem carregar nada na sacola.
Não tirei tantas fotos quanto queria, pois não sou muito boa nisso e acabei desistindo. Mas vou colocar aqui alguns exemplos do que vocês encontrarão por lá.
  








Os preços são um pouco mais elevados do que em outros lugares, mas tem produtos que só são comercializados lá. Como não sou de ficar indo aqui e ali, acabei comprando o que tive vontade, principalmente os artigos produzidos no local (massa fresca e focaccia) e os importados diretamente da Itália, como umas sodas italianas (parecem refrigerantes) que eu adoro. Mas... cabe a cada um decidir se vale a pena ou não comprar!
Vamos falar do almoço? VAMOS!!!
Eu e o Daniel, acho que já ficou claro para quem acompanha o blog, não somos um casal ligados em vinho. Ele ama cerveja e eu, devo admitir, ainda tenho um gosto meio infantil quando o assunto é bebida (adoro um drink azedinho doce!).
O Daniel achou o preço das cervejas meio exorbitantes. Inclusive, vou citar um exemplo, a garrafa de 330ml de “Baladin”, vendida no mercado do Eataly por vinte e poucos reais, custava R$ 36,00 no restaurante. Ele acabou pedindo a nacional “Barbante” (copo de 250ml: R$ 9,80), que não agradou muito.
Eu queria provar a soda italiana “Niasca Portofino” de Limonata, mas estava em falta. Na verdade, as opções de soda disponíveis estavam bem reduzidas. Acabei escolhendo a “Baladin” no sabor Cedrata, que parece com a americana Mountain Dew (uma espécie de Sprite mais adocicada e na cor amarelo esverdeado).


São 4 as opções de antepasto do “La Pasta e La Pizza”: (1) “Insalata di Finocchi” (salada de erva-doce, rúcula, queijo Grana Padano e azeite) – R$ 25,00; (2) Mozzarella fresca, servida com azeite, flor de sal e pimenta (R$ 34,00); (3) Burrata servida com crostini (R$ 38,00); e (4) a pizza “La Stella” (R$ 32,00).
Escolhemos essa última, uma pizza deliciosa de tomate-cereja, rúcula, Parmigiano-Reggiano, manjericão e azeite. Massa borrachuda, bem assadinha e recheada com muito sabor.


Quando pedimos a entradinha, o garçom nos alertou que a pizza era grande e nos aconselhou a pedir os pratos principais depois, pois poderíamos ficar satisfeitos só com a redonda. Eu sempre acho esse tipo de comportamento muito digno. Demonstra respeito pelo cliente em detrimento do lucro a qualquer preço.
Depois da pizza, acabamos decidindo compartilhar um prato de massa. O Daniel queria pedir o “Ravioli di Búfala” (R$ 48,00), mas como já tínhamos comprado meio quilo para levar para casa, me recusei a escolher esse prato. Então, ficamos com o “Spaghetti Alla Carbonara” (R$ 42,00). Massa al dente; molho cremoso de gemas de ovo e queijo Pecorino em extrema harmonia; e guanciale crocante. A porção é pequena, mas simplesmente D-E-L-I-C-I-O-S-A.


O atendimento é ágil e cordial.
Não servem sobremesa! Mas no térreo, você encontra gelatos da marca italiana Venchi e crepes recheados com Nutella.
Eu amei a minha experiência no Eataly!!! Comi bem, fiz umas comprinhas excelentes e, dentro do que eu esperava, achei que tudo fluiu muito bem, pois uma fila aqui e outra ali já era esperado.
As minhas dicas para quem deseja visitar o Eataly são:
(1) CHEGUE CEDO!!! Assim, você pula a fila mais chata de todas, que é a fila para simplesmente conseguir entrar no empreendimento (tostando no sol quente);
(2) ESTACIONE FORA. Vi um estacionamento no quarteirão anterior e tem um estacionamento no prédio ao lado. Eu parei neste último, porém, o manobrista me informou que, quando o prédio começar a funcionar (o que deve acontecer nos próximos 15 dias), as vagas destinadas ao Eataly serão reduzidas; e
(3) VÁ COM PACIÊNCIA! Você conseguirá fazer praticamente tudo o que quiser (comer no restaurante escolhido e comprar tudo o que quiser), mas precisará enfrentar algumas filas.
Atenção! Eu falei que você conseguirá fazer praticamente tudo (e não tudo) o que desejar, porque, para comer nos restaurantes, chegar cedo é imprescindível. Quando eu estava na fila do caixa, por volta das 14:15, conversei com um Senhor que estava fazendo umas compras e já ia embora. Ele me falou que chegou naquela hora e não tinha conseguido colocar o nome em nenhuma das listas de espera dos restaurantes, pois já estavam todas esgotadas.
É isso! “Buon appetito” e boas compras!

Leia também sobre o Eataly de Nova York.  

sexta-feira, 1 de maio de 2015

EL CALAFATE: Breves dicas de viagem e onde comer!

El Calafate é uma charmosa cidadela argentina, que serve de base para os turistas que almejam explorar o extraordinário Parque Nacional Los Glaciares.




Por ser uma região de clima muito frio, a alta temporada ocorre durante o verão, quando a cidade recebe 23 voos por dia. No outono, esse número cai para 8, e, no inverno, para 5. Quem me passou essa informação foi o nosso guia.
Fomos no feriado de 21 de abril, e eu cheguei a conclusão de que esta é a melhor época, pois todos os passeios ainda estão sendo realizados e a cidade se mantém agradável, sem milhares de turistas transitando pra lá e pra cá, sendo possível comer em qualquer restaurante que se desejar e reservar os passeios quando chegar.
No verão, com o movimento intenso de turistas, e um limite diário, por exemplo, do número de pessoas que podem andar sobre o Glaciar Perito Moreno, os passeios precisam ser programados com antecedência. Fazendo-se as reservas ainda do Brasil, através do hotel escolhido ou diretamente com a empresa que o executa. Torna-se imprescindível, também, fazer o agendamento para o jantar.
No inverno, as condições climáticas e a consequente redução no número de "desbravadores", faz com que os grandes hotéis fechem suas portas, pois fica muito caro manter toda a estrutura em funcionamento para acomodar poucos hóspedes.
Ademais, a maioria dos passeios deixam de ser realizados. No panfleto que recebemos ao fazer o Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno, com a empresa Hielo Y Aventura (única com autorização para essa exploração), havia a informação de que eles suspendem suas atividades no período compreendido entre 10 de junho e 05 de agosto. E, na Estancia Cristina, recebemos a informação de que ela funcionaria até o fim do mês de abril.
Uma dica que eu dou, por experiência própria, é que o viajante, em primeiro lugar, explore a região, principalmente através das passarelas do Parque Nacional Los Glaciares e de passeios de barco, e, só depois, faça o Mini Trekking.
O passeio pelo Glaciar Perito Moreno não chega a ser exaustivo, pois, apesar das subidas e descidas, bem como da tensão e cuidado constantes para não levar uma queda, são feitas muitas paradas durante o percurso, para tirar fotos e apreciar a paisagem. Assim, quando você pensar em cansar, já estará fazendo uma nova pausa.
Eu achei excelente ter feito no último dia. Primeiro, porque obtive várias informações sobre o glaciar e sua formação nos dias anteriores. Mas, o motivo principal, foi porque, no dia seguinte ao Trekking, fiquei com muita dor muscular na batata da perna e o meu marido, que pratica exercícios físicos regularmente, ficou com dor nos joelhos. Assim, ainda que tomássemos Aleve, Dorflex ou algo do gênero, esse inconveniente poderia atrapalhar um pouco a nossa viagem, já que se trata de um destino de exploração da natureza, com várias caminhadas, subidas e descidas de montanhas e escadas.




Uma maneira legal de entender um pouquinho sobre o que será visto em El Calafate é visitar o Glaciarium (Museu do Gelo). Trata-se de um museu de história natural, totalmente dedicado aos glaciares, contando e demonstrando como os enormes blocos de gelo da Patagônia se formaram.
No mesmo prédio, fica o Bar de Gelo, chamado de GlacioBar. O frio, no seu interior, é suportável e eles fornecem uma capa e um par de luvas para cada cliente. O consumo é liberado e há uma boa diversidade de bebidas (refrigerantes, cerveja, Vodka, Gin, Campari, Whisky, Licor de Calafate, Lemoncello, Amaretto etc.). O tempo de permanência no bar é de 25 minutos e passa voando, mas dá tempo de tomar uns drinks e tirar umas fotos.
Os ingressos são vendidos separadamente. O do Glaciarium custa 185 pesos argentinos; o do GlacioBar, R$ 40,00. O museu fica afastado do Centro da cidade, mas eles oferecem transporte gratuito saindo da Secretaria de Turismo de El Calafate. Os horários do transfer são os seguintes: das 09:00 às 16:00, a van sai de hora em hora; das 16:00 às 18:30, sai de meia em meia hora. Veja, abaixo, o local de espera do transfer.




Uma coisa bonita de se ver é a consciência ambiental e o compromisso social que os profissionais têm com a preservação do Parque, que, em 1981, foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Na Estancia Cristina, por exemplo, eles falam (e repetem diversas vezes) para tirarmos muitaaas fotos, pois elas serão a única recordação que poderemos levar do lugar. Dizem para não pegarmos absolutamente nada, seja uma folha, uma pedrinha ou um grãozinho de terra. E mais, alertam que não podemos deixar lá nada do que levarmos. Se chuparmos um chiclete ou uma bala, deveremos guardar a embalagem até retornarmos ao barco ou à cidade de El Calafate.
Segue, abaixo, algumas fotinhos de todo o passeio até a Estancia Cristina.




Uma última informação importante, que quero passar, é: levem dólares ou pesos argentinos (troquem reais por pesos no aeroporto; não há casas de câmbio oficiais na cidade). Ao contrário de Buenos Aires, que aceita Real em quase todos os lugares, em El Calafate é difícil encontrar um estabelecimento que queira a nossa moeda. Outro detalhe, com o serviço precário de telefonia da região, muitos estabelecimentos não aceitam cartões de crédito, nem de débito. Então, o melhor é levar dinheiro em espécie ou ir sacando numa das agências bancárias da Av. del Libertador (limite diário para saque: 1.000,00 pesos argentinos por conta corrente).
Agora, vamos para a parte que mais nos interessa...
El Calafate não é um destino gourmet, todavia, ainda assim, é possível comer muito bem na região. Neste post, vou falar um pouquinho sobre os restaurantes em que eu mais gostei de comer.
Prontos?!?!

ISABEL COCINA AL DISCO: Culinária rica e única!



Nas antigas fazendas argentinas, costumava-se utilizar os discos dos arados que já estavam gastos para cozinhar. E essa é a base da culinária praticada no restaurante "Isabel Cocina al Disco". O que resulta em pratos cheios de personalidade, com carnes bem temperadas e macias. Uma verdadeira delícia!!!
Se eu tivesse que indicar apenas um restaurante de El Calafate, este seria o escolhido, pois prática uma culinária que eu nunca vi em outro lugar. É como está escrito na primeira página do cardápio: eles servem, não apenas uma esplêndida comida caseira de avó, mas parte da história argentina e de seus gaúchos.
Chegamos ao chalé de madeira e a pessoa que nos recepcionou (não sei se era o gerente ou o dono), brincalhona, falou que não atendiam brasileiros. Depois, indagou: "vocês torceram para a Argentina ou para a Alemanha?". Outras pessoas, talvez, ficassem chateadas ou sem graça, mas nós entramos na dança.
Estávamos num grupo de 5 pessoas e, pasmem, fomos aconselhados a não pedir entradas e a escolhermos 3 pratos principais para compartilhar. Achei muito digno da parte do garçom, pois as porções são grandes e 3 pratos foram suficientes para nós. 
De entradinha, ficamos apenas com o macio e quentinho pão, que foi levado à mesa numa tábua de madeira que preservava o seu calor, e com a manteiga aromatizada com salsinha, que derretia quando era espalhada no pedaço de pão.


Os pratos do Isabel lembram um ensopado, mas as carnes não ficam submersas no molho. A comida é mui rica e cada prato tem o seu tempero e ingredientes próprios. Por isso, embora sejam preparados de modo semelhante, cada um exala um sabor único.
Pedimos:
(1) "Lomo a la mostaza" - filé mignon preparado na cerveja com verduras, creme de leite e mostarda;


(2) "Cordero a la cazadora" - cordeiro patagónico com verduras, pancetta defumada e funghi; e 


(3) "Bife a la napolitana" - bife de chorizo, verduras, queijo mozzarella, pancetta defumada, pimentões assados, tomate seco e azeitonas. 


Todos os pratos têm batatas fritas como acompanhamento.
O total da nossa conta foi 950 pesos argentinos. Pagamos por 5 cubiertos (na Argentina, sentou na mesa, pagou a taxa conhecida como cubierto; para compensar, o couvert é "gratuito"), 3 pratos, vinho e refrigerantes.
Preço justo e mesa farta! Recomendo deveras!

INFORMAÇÕES:
Isabel Cocina al Disco
Endereço: Gobernador Moyano 1226 - esquina 25 de Mayo
Fone: +54 9 2966 15 617424

MI RANCHO: The very best!!!


Sem dúvida, o Mi Rancho foi o melhor restaurante em que comemos em El Calafate. Enquanto os demais restaurantes são dedicados à culinária local (cordeiro patagônico, cazuelas e comida al disco), o Mi Rancho utiliza os produtos locais, principalmente cortes de carnes exóticas, para oferecer aos comensais uma comida mais sofisticada, que pode ser até classificada como Alta Gastronomia.
O ambiente é pequenino, rústico e aconchegante, e o atendimento é excelente.
Para iniciar a comilança, além do couvert, composto por uma cesta de pães, quentinhos e bem fofinhos, e patê cremoso e aromatizado, pedimos uma salada de folhas verdes com camarões salteados com pancetta e amêndoas. Ingredientes tão distintos, mas que resultaram num sabor incrível.
Falamos que iríamos dividir, e eles já serviram a salada em 2 pratos montados. Um primor! Sem contar que a quantidade servida em cada recipiente parecia uma porção inteira.
Na verdade, os pratos deste restaurante são muito bem servidos, podendo ser facilmente compartilhados.




De prato principal, escolhi o "Bondiola de Cerdo con ensalada fresca, manzanas asadas y salsa de mostaza". Corte alto e saboroso de carne suína, servido com salada de tomate, pepino e milho, maçã verde assada e molho de mostarda. Arrisquei e me dei bem! Composição harmônica e deliciosa.


Na hora da sobremesa, escolhi um doce preparado com uma fruta típica da região: o crème brûlée de rosa mosqueta. O creme era de doce de leite e, no lugar do açúcar, havia geleia de rosa mosqueta maçaricada. Bem diferente do clássico francês, o creme estava muito gostoso. Um reestudo gastronômico, utilizando produtos locais. Amei!


Comemos maravilhosamente bem no Mi Rancho. Pena que fomos na última noite, assim, não tivemos a oportunidade de repetir a dose. O que certamente teríamos feito.
Eles fecham aos domingos e não aceitam cartão.
É importante fazer reserva! Passe por lá no dia anterior ou peça para que o hotel agende a sua visita ;o)

INFORMAÇÕES:
Mi Rancho
Endereço: Gobernador Moyano 1089 - Esquina 9 de Julio
Fone: +54 2902 49-0540

KAU KALESHEN: Pequeno notável!


No site de viagens TripAdvisor, o Kau Kaleshen está classificado como 3º melhor restaurante de El Calafate (em primeiro lugar, está o Mi Rancho, e, em segundo, o Isabel Cocina al Disco). Todavia, ele é qualificado como “Casa de Chá”. Assim, como não tinha a intenção de tomar chá às 5 da tarde e jantar às 8 da noite, não fiquei empolgada para conhecê-lo. Mas, como se diz por aí, a vida dá voltas...
No dia em que chegamos a El Calafate, estava fazendo muitooo frio e eu e minha mãe ficamos com vontade de comer um Fondue na hora do jantar. Passamos em frente ao pequenino Kau Kaleshen e uma placa indicava que eles serviam a iguaria. Então, resolvemos fazer uma reserva.
Chegamos às 20:00 horas, e o pequeno salão ainda estava vazio. Aos poucos, as pessoas foram chegando e ocupando as outras mesas.
Havia apenas uma garçonete, mas ela conseguia dar conta de todos os clientes.
No couvert, foi servida uma cestinha com mini ciabatas, temperadas com alecrim, e fatias de focaccia, salpicadas com pimentas do reino e calabresa. Essa última não ficou apimentada e era bem saborosa. Os pãezinhos vieram acompanhados de homus, temperado com páprica e azeite. Uma combinação que deu certo.


De entrada, pedimos um carpaccio de vegetais grelhados com salada de folhas verdes e laranja. Eu que não sou fã de abobrinha nem de berinjela, aprovei o preparo do prato.


O Fondue de queijo estava D-I-V-I-N-O!!! Bem servido (dava para 3 ou 4 pessoas) e com o queijo um tantinho puxa-puxa (meio borrachudinho... eu adoro, pois cobre o pão todo!). Porém, achei estranho alguns dos acompanhamentos que foram servidos, como, por exemplo, a salsicha, o salsão e o tomate cereja. Comi com pedacinhos de pão, como já é de praxe, e com as rodelas de cenouras cozidas.  


Caso esteja em El Calafate e queira comer um bom Fondue, você já sabe aonde ir: Kau Kaleshen.   

INFORMAÇÕES:
Kau Kaleshen
Endereço: Gobernador Gregores 1256 (entre Bustillo y 25 de Mayo)
Fone: +54 2902 49-1188

CASIMIRO BIGUÁ PARRILLA & ASADOR: Para comer “Cordero Patagónico”!


Fomos ao Casimiro Biguá Parrilla & Asador para comer o tradicional Cordeiro Patagônico, que eles (e vários outros restaurantes) intencionalmente assam expostos para a calçada.


O restaurante tem uma ambientação sofisticada, mas o atendimento precisa ser mais ágil. Eles até colocaram nas mesas aquele dispositivo de apertar e chamar o garçom, mas tinham 3 na nossa mesa e nenhum deles funcionava. Tínhamos que chamar o garçom quando ele passava. Ele até conversava um pouco, se puxássemos assunto. Mas, embora o restaurante estive apenas com metade da capacidade ocupada, ele parecia sempre com pressa. Pedimos manteiga e ele responder qualquer coisa se distanciando, e nós não entendemos o que foi dito. O fato é que a manteiga nunca chegou a nossa mesa.
O destaque ficou com a comida, que é muito boa!!!
Além do couvert (bem simples!), provamos a provoleta de entrada. A apresentação estava muito bonita, com duas rodelas de tomate em cima. O queijo provolone foi assado de forma graciosa, estava bem crocante por fora e derretido por dentro. Uma explosão de sabor e crocância!



Preciso contar o que eu escolhi de prato principal?!?!
O Cordeiro Patagônico é servido no ponto de cozimento escolhido, e em vários cortes distintos. Pedimos ao ponto e a carne estava extremamente macia e com o sabor característico do cordeiro. O acompanhamento é pedido à parte.



O restaurante é bem localizado, na avenida principal de El Calafate (Av. del Libertador). Então, é bem fácil encontrá-lo.

INFORMAÇÕES:
Casimiro Biguá Parrilla & Asador
Endereço: Av. del Libertador 993
Fone: + 54 2902493993

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Restaurantes em Buenos Aires:
2- Oviedo;
3- Aramburu;
4- Tegui.

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