sexta-feira, 16 de maio de 2014

COMENDO EM NOVA YORK – Parte 1/4

Nova York é uma cidade que estimula todos os nossos sentidos! Mas, como não poderia deixar de ser, irei tratar da instigação que esta metrópole proporciona ao paladar humano. Afinal, basta dar um “rolezinho” por Manhattan para nos depararmos com milhares de lojas que comercializam os mais diversos tipos de guloseimas e lanchonetes que produzem hambúrgueres, cachorros-quentes e milk-shakes de dar água na boca. Além disso, encontramos food trucks espalhados pelos quatro cantos da ilha e restaurantes de todas as culinárias imagináveis.
Numa série de posts, que tem início com este, irei contar para vocês um pouco sobre a minha experiência gastronômica na Big Apple.
Para começar, vou falar sobre os restaurantes “Red Rooster” e “Spice Market”. O primeiro, que serve comida americana com toques sueco e africano, fica no Harlem e é comandado pelo Chef celebridade Marcus Samuelsson. O segundo fica no Meatpacking District, próximo ao Chelsea Market, e oferece a culinária do sudeste asiático.

RED ROOSTER


Embora atualmente não me reste tempo suficiente para ser dedicado aos prazeres da leitura, adoro passear por livrarias, procurando me manter por dentro das novidades do mundo literário. E foi num desses passeios que me deparei com o livro autobiográfico, “Pois não, Chef – Memórias”, do Chef Marcus Samuelsson. A vontade de lê-lo foi instantânea, afinal, trata-se de uma história de muito trabalho, dedicação e, acima de tudo, superação.    
Aos 2 anos, sua família sofreu um surto de tuberculose na Etiópia, seu país de origem. Sua mãe não resistiu à doença, deixando ele e sua irmã órfãos. Um ano depois, foram adotados por um casal sueco. Criado na Suécia, a paixão de Marcus pela gastronomia foi despertada por sua avó materna, chamada Helga, com quem o Chef teve suas primeiras lições.  
Após preparar o primeiro jantar oficial oferecido pelo Presidente Barack Obama e se sagrar vencedor da segunda temporada do programa “Top Chef Masters” (em que competem entre si Chefs de cozinha já consagrados), Marcus Samuelsson virou um Chef celebridade e abriu o restaurante Red Rooster.
Com viagem marcada para Nova York, decidi que iria conhecer esse “Galo Vermelho”. Através do site “Open Table”, para o qual fui direcionada através do site do restaurante, fiz a reserva para o almoço do dia 07 de maio de 2014, com 30 dias de antecedência (prazo máximo aceito pelo site).
A decoração do estabelecimento é bem autêntica, incluindo uma fotografia da Primeira Dama, Michelle Obama. Há mesas na calçada e um grande bar na entrada. Por trás do bar ficam as mesas e, ao fundo, a movimentada e organizada cozinha se exibe para os clientes. No subsolo, acontecem apresentações de Jazz, mas não fui até lá.



Do cardápio de drinks, gostei da Piña Colada, que tinha morango na sua composição. Eu não gosto de abacaxi e dificilmente tomo Piña Colada, mas queria provar o rum e o leite de coco com os morangos. Perguntei, esperando uma resposta negativa, se poderiam preparar o drink sem o suco de abacaxi (mas onde já se ouviu falar em Piña Colada sem suco de abacaxi? Rsrsrs). Para minha surpresa, sim, podiam. E essa foi a minha pedida.


A simpática garçonete nos entregou dois cardápios, um normal e outro que oferecia uma espécie de menu degustação ao preço de $ 25 (vinte e cinco dólares) por pessoa (“Harlem Prix Fixe Menu”), com algumas alternativas de entrada, prato principal e sobremesa. Aprovadas as opções, decidi conhecer o menu com preço fixo.
Por ser uma especialidade da casa, ainda que não fizesse parte da degustação escolhida, pedimos uma porção do pão de milho, que parece, na verdade, um bolo de milho. Macio e saboroso! Veio acompanhado de manteiga e molho de tomate, o que, num primeiro momento, soou muito estranho. Bolo de milho com molho de tomate?!?! Pasmem: a combinação ficou divina!


No menu degustação, as opções de entrada eram: “Spring Salad” ou “Carrot Ginger Soup”. Escolhi a sopa de cenoura, que vinha com um pesto de menta no centro e cogumelos. Embora não estivesse bem quentinha, a mistura de cenoura, gengibre e menta se revelou uma alquimia perfeita.


Três alternativas de prato principal: “Helga’s Meatballs”, “Applewood Smoked Salmon” e “Mac & Greens”. Fiquei com a última, uma releitura do famoso “Mac & Cheese”, preparada com queijo gouda defumado, cheddar, cebola caramelada e longos pedaços de cebolinha. Pagando $ 5,00 a mais, acrescentaram maple bacon. Por $ 8,00, acrescentariam lagosta. Mas achei que o bacon adocicado combinaria mais. Com uma apresentação de encher os olhos, a massa gratinada agradou ao meu paladar.


Na hora da sobremesa, uma única opção: “Red Rooster Doughnuts”. Os doughnuts mais pareciam sonhos do que as conhecidas rosquinhas americanas. Polvilhados de açúcar e canela, foram servidos em cima de um creme de batata doce.


No final, perguntei a garçonete se o Chef estava na casa. Eu havia levado o meu livro até lá e seria decepcionante trazê-lo de volta sem um autógrafo. Simpático, Marcus, que não estava na cozinha, veio até a nossa mesa, nos cumprimentou, falou que está ansioso pelo Copa do Mundo no Brasil, assinou o meu livro e tirou foto comigo.


O restaurante tem uma ambientação bem agradável e um cardápio clássico, com um toque ousado. Se estiver nos seus planos passear pelo Harlem, não deixe de fazer uma reserva e ir almoçar ou jantar no Red Rooster.
Dica: se não tiver reserva, tente almoçar por volta das 14:00 horas, quando as coisas começam a ficar mais tranquilas e, se for necessário esperar, não será por muito tempo.  

SPICE MARKET
Eu, sinceramente, ainda não sei o que falar sobre este restaurante. Quando paro para analisar a experiência que tivemos, não sei fico decepcionada por ter perdido uma noite em Nova York para ir até lá ou se fico triste por não ter escolhido os pratos certos. O restaurante é bem conceituado e concorrido, por isso, é difícil acreditar que nosso jantar tenha sido, simplesmente, um desastre.
Da mesma forma que ocorreu com o Red Rooster, fiz a reserva pelo site “Open Table”, com um mês de antecedência. Quando chegamos lá, o bar estava cheio de pessoas aguardando, mas a nossa mesa já estava pronta e à nossa espera.
OBS.: Meu cunhado me contou que, na hora do almoço, é mais tranquilo de conseguir lugar sem precisar de agendamento.
O ambiente é exótico, intimista e muito bonito, com uma decoração ao estilo praiano da Tailândia. Só poderia ser um pouquinho mais iluminado, pois, para olhar o cardápio, precisamos utilizar as lanternas disponíveis em nossos celulares.


No menu de drinks, a “Ginger Margarita” (mistura de tequila, gengibre, sal de gengibre e limão) chamou a minha atenção. Coquetel refrescante, com uma pitada de limão e o gosto marcante do gengibre.


Voluntariamente, eles serviram um bowl repleto de “nachos” (ou seriam “chips”?), que pareciam, na verdade, pururuca com um gosto sutil de peixe ao invés do sabor do bacon. Para “chuchar”, acompanhava um dip de chilli. Nada de mais!


De entradinha, pedimos duas porções: “Shrimp Tod Mon Pla Cucumber Peanut Relish” e “Vietnamese Spring Roll Lettuce and Herbs”. Os rolinhos, com massa crocante e mais carne do que legumes no recheio, estavam levemente picantes. Já os bolinhos de camarão, por sua vez, estavam extremamente hot. O que foi uma pena, pois pareciam ser muito gostosos. Enquanto eu e minha mãe sentíamos as especiarias queimarem nossas bocas (minha mãe nem conseguiu terminar o bolinho dela), o Daniel sentia apenas o gosto do coentro (sim, ele é sensível ao coentro!).



Com as papilas gustativas em chamas, optei pelo “BBQ Atlantic Salmon Pickled Vegetables, Calamansi Sticky Rice” como prato principal, pois imaginei que um salmão com molho barbecue não seria apimentado. Ledo engano! Eu só era capaz de comer o salmão se tirasse o molho. O arroz, por sua vez, parecia uma gelatina gosmenta (o Daniel até brincou, dizendo que se jogássemos o arroz no teto, ele grudaria e não sairia mais de lá).


Adivinhem como estava o frango escolhido pelo meu pai? Picante! O Daniel pediu uma costelinha acompanhada de noodles que era um pouquinho menos apimentada.
Depois de comermos pimenta acompanhada de camarão, salmão, frango e costelinha, nem nos demos ao trabalho de olhar as opções de sobremesa, pois não queríamos correr o risco de comer mais um pouco da especiaria hot.
É sério, eu fico me questionando o que pode ter acontecido. Será que o Chef errou a mão? Minha irmã, cunhado, tios e primos foram lá em janeiro e adoraram. E minhas irmã e prima, assim como eu, não suportam comida picante. Enfim... a única coisa boa foi que rimos horrores com a nossa experiência frustrante.
Se você me perguntar, eu não digo que vá ou não vá. Pois, assim como eu, você pode ter uma péssima refeição ou, assim como os meus parentes, um momento agradável, degustando uma comida diferente.
Sinceramente, não afirmo que não voltaria! Adoro restaurantes e acredito sempre numa segunda chance. Mas, só voltaria, se fosse na hora do almoço e na companhia do meu cunhado Marcelo. Pois foi ele quem me indicou, baseado em dois excelentes almoços que saboreou. Quem sabe com ele por perto, para auxiliar na escolha dos quitutes, eu mude minha opinião...  

INFORMAÇÕES:
Red Rooster
Endereço: 310 Lenox Avenue, Harlem, NY 10027.

Spice Market
Endereço: 403 West 13th Street, New York, NY 10014.


Para acompanhar toda a série “Comendo em Nova York”, segue abaixo a lista de todos os posts:
1) COMENDO EM NOVA YORK – Parte 1/4 (esse post);






terça-feira, 22 de abril de 2014

ALTOS & BAIXOS DA PIZZARIA JARDIM Ô FIÔ


Uma dieta balanceada requer à ingestão de quantidade decrescente de comida ao longo do dia, comendo-se, grosso modo, muito no café da manhã, razoavelmente no almoço e pouco no jantar. Eu, que procuro comer um pouco de tudo, acabo não seguindo muito à risca essa regra nutricional, pois, à noite, adoro comer uma “porcaria” (sanduíche, salgado ou massa).
No sabadão de Páscoa, lá fomos nós comer pizza e comemorar o aniversário da minha amiga, Crisoca, na pizzaria “Jardim Ô Fiô”, que fica próxima ao Estádio do Morumbi. A experiência foi deliciosa, afinal, estávamos entre amigos, numa data especial. Todavia, degustamos boas comidas e outras nem tanto.
Na ambientação da casa, a parte exterior, um deck de madeira, se sobressai. Ficamos no fundão da área externa, que era coberto. Encostado na parede, um “sofá” de madeira que, por incrível que pareça, é confortável. Uma das paredes laterais é pintada com esmalte verde fosco escolar, transformando-se numa gigante lousa, onde são divulgados cursos de preparação de cerveja realizados na pizzaria e seus endereços eletrônicos.


Como era feriado, o movimento não estava muito grande. Então, tivemos um atendimento bem exclusivo.
Para iniciar os trabalhos, pedi um coquetel “Sex on the Beach” (vodka, licor de pêssego, groselha, suco de laranja e gelo), que estava muito gostoso, com uma harmonia perfeita entre o suco de laranja e a quantidade de groselha, que não o deixou doce.


A carta de cervejas oferece uma boa variedade de cervejas especiais e importadas, no entanto, os preços são estratosféricos se comparados com os praticados em outras casas especializadas, como, por exemplo, o Empório Alto dos Pinheiros.    
A primeira entradinha que provamos foi a Burrata (queijo burrata com tomates marinados, azeite e pimenta do reino, acompanhada de crostinis). Os crostinis (massa finíssima de pizza, com especiarias, assada no forno a lenha) estavam quentes, crocantes e bem temperados. Os tomates marinados se desmanchavam na boca. E o queijo estava extremamente cremoso. Petisco nota 10!


Por outro lado, não tivemos a mesma sorte com a 2ª entrada: Breadstick Tradicional. Embora na descrição constasse que são “massinhas enroladas a mão, assadas no forno a lenha com especiarias, polvilhadas com gergelim, alho, pimenta calabresa e orégano”, eu senti apenas gosto de farinha. Acho que esqueceram de polvilhar os temperos e de colocar as especiarias, pois não tinha gosto nenhum de gergelim, alho, orégano, especiarias e, muito menos, pimenta calabresa, que é extremamente forte e dificilmente passaria despercebida. Quando “chuchados” no dip de cheddar, ficavam menos pior.


A mesma coisa ocorreu com os sabores de pizza que comi: uma aprovação e outro descarte. A Pizza Navarra (catupiry, calabresa artesanal moída, tomate em cubinhos e manjericão) estava bem apresentável e muito saborosa, com um catupiry cremoso e uma calabresa bem moidinha e de sabor suave.


Entretanto, faltou delicadeza na pizza de calabresa! Com rodelas grossas, que pareciam ter sido cortadas para se colocar num pão francês e comer junto com vinagrete. Sem contar que fiquei com a impressão que o embutido servido não era de primeira.


O diferencial da casa é que preparam pizzas ao estilo de Chicago. As quais eu queria ter provado! Mas, como o pessoal preferiu as tradicionais, não foi dessa vez que eu provei.
Enfim, minha conclusão é: “com altos e baixos, só vale a visita se você morar ou estiver passando pela região”.



domingo, 13 de abril de 2014

INTRODUCING: P.F. Chang’s China Bistro


No clima do post anterior, em que falei sobre o China Lake; hoje, quero apresentá-los o P.F. Chang’s China Bistro, uma rede americana de restaurantes especializados em culinária chinesa, que chegará ao Brasil no mês que vem.
Eu digo que desejo “apresentá-los” porque o P.F. Chang’s não é um restaurante tão conhecido dos brasileiros como, por exemplo, o The Cheesecake Factory ou o Olive Garden, que também estão preparando suas malas para desembarcarem, em breve, em solo tupiniquim.
Aos que acompanham o seriado “The Big Bang Theory”, indago: será que só eu percebo quando o Howard fala que tem cupons do P.F. Chang’s? Acho que sim! rsrsrs
Eu conheci o restaurante em 2008, quando o meu irmão, que morava em San Antonio, no Texas, nos levou para almoçar. E foi paixão à primeira vista! Ou seria à primeira mordida? Lembro-me que eu, meu pai e minha irmã tiramos uma foto ao lado de um dos imponentes cavalos que “faziam a guarda” da entrada principal do bistrô.
Depois dessa unidade, saí visitando todas as outras que encontrei pela frente. Agora, aguardo ansiosamente para poder conhecer a primeira unidade brasileira, que ficará na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 627.
Cada unidade do P.F. Chang’s se revela um charmoso bistrô, decorado com painel principal representando a antiga sociedade chinesa e com réplicas dos guerreiros de terracota. Para sentar, sempre há mesas com cadeiras ou bancos acolchoados, compondo sofás em formato de “U”.   
Mas eu quero aproveitar esta ocasião para mostrar-lhes alguns dos pratos que eu e minha família degustamos em janeiro (e em todas as outras vezes que fomos ao restaurante!). Assim, vocês já vão tomando conhecimento do que encontrarão do P.F. Chang’s Brasil.
Embora os “Spring Rolls” (rolinhos primavera com massa crocante e recheio de vegetais frescos) sejam deliciosos, se vocês forem pedir apenas uma entrada, eu sugiro os “Chang’s Chicken Lettuce Wraps”, meus favoritos. Trata-se de uma porção de folhas de alface americano e outra porção com uma mistura de cubinhos de frango, cogumelo, cebolinha, castanha e flocos de arroz, cujo objetivo é o cliente rechear a folha de alface com a mistura de frango e comer feito um wrap. A crocância dos flocos de arroz e das castanhas combinada com a textura do alface e a maciez do frango proporcionam um sabor I-N-C-R-Í-V-E-L. Eu sempre quero repetir, repetir e repetir mais uma vez.     



As opções de prato principal são excelentes e bem servidas. Uma dica que eu dou para quem for almoçar ou jantar com mais pessoas é pedir uma quantidade suficiente de pratos para todos e deixá-los no centro da mesa, como no serviço à francesa em que cada um se serve do que quer. Assim, será possível provar e se deliciar com uma variedade maior de comidas.  
 Se você, assim como eu, adora o contraste de doce com salgado, precisa provar o “Shrimp with Candied Walnuts” (camarão com molho cremoso, pedaços de melão e noz pecan caramelada) e a “Crispy Honey Chicken” (frango empanado numa massa leve, servido com molho adocicado, sobre flocos de arroz crocantes).



Caso prefira um prato totalmente salgado, uma boa pedida é o “Mongolian Beef” (pedaços de carne suculentos cozinhados em panela tipo wok com cebolinha e alho).


Ficou com água na boca? No mês que vem, ao invés de ter que ir aos Estados Unidos, bastará estar em São Paulo para provar essas delícias. E a ideia do grupo mexicano Alsea, que está trazendo o P.F. Chang’s para o País, é, nos próximos 10 anos, abrir 30 restaurantes da marca por aqui. “Para nossaaaaaa alegriaaaaaaa”!!!


             Já temos um post sobre a unidade aberta no Itaim: P.F. CHANG’S EM SÃO PAULO.



quarta-feira, 9 de abril de 2014

China Lake Restaurante: autêntico restaurante chinês!

Com a crescente difusão de restaurantes chineses delivery, como China in Box e Lig-Lig, associada à desconfiança da procedência dos ingredientes e limpeza das cozinhas, tornou-se cada vez mais raro encontrarmos restaurantes especializados em culinária chinesa. Mas, numa cidade cosmopolita como São Paulo, não é só no bairro da Liberdade que encontramos bons templos da gastronomia chinesa.
Em Santo Amaro, há o excelente China Lake. Um casarão pintado de amarelo, com dois andares e decoração oriental acomoda o estabelecimento, que, no térreo, tem um salão mais modesto, e no primeiro andar, além do salão principal, tem salas reservadas para encontros privados e reuniões (que, para serem utilizadas, necessitam de reserva).



Assim que chegamos, uma Sra. meio rude, que acredito ser uma das donas, nos informou que haveria mesa no 2º andar e, para lá, nos dirigimos. O salão grande, onde inclusive são realizadas cerimônias de casamento, tinha no seu centro “milhares” de mesas redondas com capacidade para, em média, 8 ou 10 pessoas. Aquilo chamou a minha atenção e, mais tarde, estudando um pouco sobre a culinária e a cultura chinesas, descobri a razão. Na China, comer sozinho, exceto se for um lanche porque a pessoa está longe de casa ou no trabalho, não é considerado uma boa maneira. Ao redor da mesa, no hora da refeição, dificilmente se encontram menos do que 4 pessoas. Então, presumi que o China Lake está sempre preparado para receber grandes famílias de olhinhos puxados, ávidas para manter a tradição do seu povo.
Vocês sabiam que uma comida tipicamente chinesa contem cinco elementos chaves? Cor, aroma, sabor, forma e textura. É por isso que é tão comum encontramos pratos com carne ou frango picados em cubos ou pedaços de tamanhos variados ou, ainda, fatiados, bem como repletos de vegetais, legumes e frutas com cores e sabores diversos, como cebola, cenoura, abacaxi, gengibre e pimentão, que conferem um contraste incrível de todos os elementos básicos acima mencionados. Outra característica observada é a presença de cinco sabores que, ainda que opostos, acabam se harmonizando e compondo deliciosos pratos, são eles: doce, salgado, azedo, amargo e picante.  
No China Lake, todos esses critérios são perfeitamente respeitados. Os pratos são fartos e podem ser divididos entre, no mínimo, 2 pessoas. A comida é saborosa e bem colorida. Os pratos de frango e carne custam em média R$ 35,00, mas são servidos sem acompanhamento. À parte, pode-se pedir arroz chop suey, arroz branco, arroz com frango, arroz com carne de boi picada, arroz com camarão ou arroz com bacalhau. Se quiser comer camarão, lula ou lagosta, pagarás, em média, R$ 60,00 o prato.
Preciso salientar que, embora a recepção da hostess não tenha sido das melhores, o garçom que nos atendeu foi extremamente simpático e solícito, tirando as nossas dúvidas e fazendo indicações de bebidas e pratos. O que foi o suficiente para quebrar a primeira e má impressão do lugar.           
Para beber, escolhi uma Sakerinha de Morango, que foi preparada com um verdadeiro primor. O açúcar, em quantidade perfeitamente calculada, dissolveu por completo e, em momento algum, se acumulou no fundo do copo. Aprovei!


Embora estivessem bastante oleosos, os rolinhos primavera, que pedimos de entrada, tinham a massa crocante e o recheio bem cozido e temperado. Ousaria dizer que foi o melhor rolinho que já comi. Fresco, deu a impressão de ter sido preparado, não apenas frito, naquele exato momento. Para lambuzar, obviamente, trouxeram molho agridoce. 



De prato principal, pedimos Frango Xadrez com Amendoim (Delicioso! Fiquei catando os amendoins... rsrsrs), Carne Fatiada com Brócolis e Bambu (o molho estava saboroso, mas achei estranha a textura da carne) e Arroz Chop Suey (Que eu adoro! Com bastante pedaços de ovo frito, cubinhos de cenoura e de presunto).




Se, depois de toda essa conversa, você ficou com água na boca ou, simplesmente, desejando uma comidinha chinesa, corra para o China Lake, que fica na Rua Marechal Deodoro, 525, Santo Amaro.   

   

segunda-feira, 24 de março de 2014

GRAZIE NAPOLI: “La Vera Pizza Napoletana”


Depois de percorrerem os Estados Unidos em busca do hambúrguer perfeito, os irmãos Fábio e Marcos Fernandes, fundadores do “The Burger Map”, foram até Nápoles, na Itália, e Nova York, nos Estados Unidos, aprender a fazer a verdadeira pizza napolitana. E foi dessa experiência que surgiu mais um restaurante de sucesso, o “Grazie Napoli”.
Disputadíssima no sábado à noite, a casa tem um sofisticado ambiente, todo decorado em estilo vintage, com uma lambreta na entrada, poltronas e cadeiras coloridas e confortáveis na sala de espera.
Mas, como não poderia deixar de ser, a atração principal do estabelecimento é a pizza napolitana, que para ser assim considerada precisa seguir um específico processo de produção. A massa, que possui uma certa elasticidade, tem que ser aberta com as mãos, sem a utilização de qualquer ferramenta, ficando fina no centro e alta na borda. No molho, são utilizados tomates San Marzano, plantados próximo ao Monte Vesúvio e que têm a fama de serem os melhores do mundo, pois possuem sabor concentrado, adocicado e de baixa acidez. No recheio só entra mozzarella de búfala. A pizza é regada com azeite e vai ao forno (os da Grazie foram trazidos diretamente de Nápoles), onde é assada em até um minuto e meio.
Três pizzas do cardápio (Margherita, Margherita DOC e Marinara) seguem rigorosamente os critérios estabelecidos pela “Associazione Verace Pizza Napoletana”, o que acabou rendendo à casa o certificado de “Vera Pizza Napoletana”.
Antes de escolher a minha redonda, iniciei os trabalhos pedindo um “Blood Mary”, de sabor forte e muita “personalidade”.


Embora as opções de antepastos sejam poucas, há, dentre elas, quatro sabores de “Arancini di Riso”, um bolinho de risoto empanado e frito, cuja porção traz duas unidades e custa R$ 10,00. Provamos o de gorgonzola com salame picante. Um bolinho com recheio cremoso, suave e muito saboroso.


No menu, me chamou a atenção a pizza “Attilio que, apesar de ser uma mozzarella básica, tem o formato de estrela, com ricota na borda (R$ 34,00). Essa é de comer com os olhos.


Entretanto, como eu adoro Spaghetti a la Carbonara, resolvi provar a pizza com esse sabor, que vem com parmesão, pancetta, ovo estalado e pimenta do reino. E eu indago a plenos pulmões: QUE PIZZA É ESSA?”. Simplesmente divina! Com uma massa úmida e meio borrachuda; com recheio espalhado, mas sem preencher toda a superfície do disco; um tanto salgada e apimentada; mas formando um todo harmonioso e delicioso. Virei fã logo de cara!


Nem preciso dizer que vale super a pena pegar o carro e percorrer a Via Anchieta até lá, né? Pizza diferente e saborosa, que eu espero provar a original, um dia, em Nápoles, na Itália.

Informações:
Pizzaria Grazie Napoli
Rua das Aroeiras, 317 – Santo André – SP
Telefone: (11) 4432-2308
Funcionamento: Domingo à quinta-feira das 18h às 23h; sexta e sábado das 18h às 01h.