domingo, 11 de outubro de 2015

Le Bife: carnes bem acompanhadas!!!


Assim que vim morar em São Paulo, eu aproveitava muito a "Restaurant Week", pois representava uma oportunidade de conhecer restaurantes caros a um preço fixo e acessível. Com o tempo, a impressão que me deu foi que o evento passou a servir de vitrine para que estabelecimentos iniciantes ou sem expressão ganhassem visibilidade. Aí, ainda que tivéssemos algumas surpresas extremamente agradáveis, outras poderiam ser desastrosas. E, na verdade, a equação "custo X benefício" já não se mostrava tão atrativa quanto outrora. Assim, fiquei anos sem dá a mínima bola para a "Restaurant Week".
Com a edição atual prestes a começar, uma colega de trabalho perguntou se eu não tinha nenhum restaurante para indicar. Fui analisar os participantes, para auxiliá-la na escolha, e meu interesse foi resgatado, pois encontrei alguns estabelecimentos bem interessantes, como, por exemplo, "Templo da Carne - Marcos Bassi", "CLOS" e "Antonietta Empório", que são casas que eu ainda não conheço, mas que estão na minha “wishing list”.
No final, acabei decidindo ir conhecer o novo restaurante de consultoria do Chef francês Erick Jacquin, o "Le Bife". Critérios de escolha: opções de pratos do meu agrado e preço realmente convidativo.
O "Le Bife" oferece aos comensais, na "Restaurant Week", as seguintes opções:
ENTRADA: "Salada com nozes" ou "Grand carpaccio à moda Bergamo com folhas verdes e parmesão";
PRATO PRINCIPAL: "Steak Tartar de filé mignon, cortado na ponta da faca, com batata frita" ou "Filé mignon suíno ao molho de mostarda com rodízio de guarnições"; e
SOBREMESA: "Shot de Vacherin de morango" ou "Creme de papaia".
Eu comeria facilmente qualquer uma das opções! Menu aprovado, hora de comparar os preços.
Entrei no site do estabelecimento (www.lebife.com.br), que tem o cardápio completo, e, numa conta rápida, sem levar em consideração o pagamento de 10% e as bebidas, percebi que se eu e o meu marido dividíssemos um Grand Carpaccio de entrada (R$ 42,00) e pedíssemos um Steak Tartar (preço por porção: R$ 49,00) e um Creme de papaia (valor unitário: 18,00) para cada um, gastaríamos R$ 176,00. Na "Restaurant Week", cujo preço fixo do menu completo de jantar é R$ 52,90, pagaríamos R$ 105,80. Uma economia de R$ 70,20? Tá valendo! Fiz a reserva pelo próprio site do evento (www.restaurantweek.com.br) e fomos jantar.
O salão do “Le Bife” tem uma decoração simples e informal, com madeira, espelho e muitos escritos, que apresentam o conceito e o cardápio do restaurante.
Para beber, há opções para todos os gostos (vinhos, destilados, drinks, sucos, cervejas e refrigerantes). Eu escolhi uma sakerinha de morango (R$ 19,00). Visualmente, parecia que teria apenas gosto de sakê, pois estava bem transparente e com bastante gelo. Mas os morangos souberam conquistar o seu espaço e a bebida se mostrou do meu agrado.


Para começar, pedi o "Grand carpaccio à moda Bergamo com folhas verdes e parmesão". Eram apenas 4 fatias finas de carne, molho de mostarda, alcaparras, folhas verdes e lascas de parmesão. A combinação era equilibrada, com uma quantidade ideal de parmesão e de molho.


Meu escolhido como prato principal foi o "Filé mignon suíno ao molho de mostarda com rodízio de guarnições". A carne estava perfeitamente grelhada, macia e suculenta. O molho de mostarda Dijon não estava cremoso, mas veio com sementes de mostarda e esbouçou personalidade. O Daniel provou e não gostou muito, mas eu achei bom.


As guarnições são um show à parte. Embora sejam essencialmente simples, são bem executadas e extremamente saborosas. No prato, a carne veio acompanhada de meio tomate assado e batatas fritas robustas. Dois ramequins foram levados à mesa com purê de batata e farofa crocante de farinha biju, com um toque de bacon. E os garçons passaram servindo cebolas pequenas glaceadas (sutilmente apimentadas e, ao mesmo tempo, adocicadas), arroz soltinho com ciboulette e espinafre ao alho e óleo (bem temperado).


O Daniel se deu bem! Em que pese ter pedido o Steak Tartar, os garçons ofereceram a ele todas as guarnições que acompanhavam o meu prato. Numa mesa ao lado, em que a mãe pediu o filé suíno e a filha o tartar, aconteceu a mesma coisa. Já noutra mesa, em que o casal pediu o tartar, nenhuma guarnição extra foi ofertada.
Eu e o Daniel também divergimos na sobremesa, ele escolheu o "Shot de Vacherin de morango", que veio sem suspiro, pois estava em falta, e eu fiquei com o "Creme de papaia". Parece que faltou paciência na hora de preparar a minha sobremesa, pois o creme foi servido cheio de pedaços de papaia.


No final, achei válida a experiência. Comida boa, garçons simpáticos e ambiente agradável. Minha carne estava do jeito que eu gosto, macia e bem passada. E as guarnições estavam tão boas, que eu poderia ter passado a noite toda só as degustando. As sobremesas decepcionaram um pouco, mas nada que comprometesse o saldo final do jantar.
Carnívoros, reservem as suas mesas, pois carnes bem acompanhadas os aguardam no “Le Bife".     

Informações
Le Bife
Rua Pedroso Alvarenga, 1088 - Itaim Bibi
Fone: (11) 4324-0783

Avaliações de outros restaurantes dos Jurados do MasterChef Brasil:
Sal Gastronomia” do Chef Henrique Fogaça;
Tartar & Co” de consultoria do Chef Erick Jacquin.

#LeBife #ErickJacquin #MasterChef #Gula #Gourmet #Gastronomia #Eat #Foodie #FoodBlogger #VejaSP #ComerEBeber



domingo, 4 de outubro de 2015

Restaurante Tartar & Co do "MasterChef" Erick Jacquin

A primeira vez que comi Steak Tartar foi em Budapeste, pois um amigo disse que era um prato super comum na região, muito bem executado e que eu não poderia deixar de provar. Então, no primeiro restaurante que entramos, eu e o meu marido pedimos a iguaria. Embora já faça 2 anos, eu me lembro exatamente da montagem do prato. No centro, aquele montinho de carne picada, com uma gema crua em cima, e, ao redor, vários temperos, para que adequássemos o tartar ao nosso paladar. Passado o susto inicial, “imobilizamos” a gema, pois era nojenta demais para a nossa imaginação, e começamos a brincar com a carne e as especiarias. Resultado: um sabor realmente surpreendente!!!
Tendo me tornado uma verdadeira apreciadora de tartar, longe de parecer um desafio, ir ao restaurante Tartar & Co soou extremante tentador, além do mais, sabendo que o Chef responsável pela elaboração do cardápio é o perfeccionista Erick Jacquin, jurado da versão brasileira do MasterChef.



A casa, que fica em Pinheiros, tem uma decoração moderninha e descolada. Os garçons são extremamente atenciosos. E, no cardápio, além das estrelas da casa (tartares de carne, atum e salmão), encontramos pratos de carne e peixe.
Eu dou um conselho: não se deixe levar pelo medo de contrair uma intoxicação alimentar nem pela repulsa à carne crua! A mistura da carne com a mostarda, a cebola picada e as ervas funciona muito bem, enchendo os olhos e exalando um sabor único. Vale a pena provar!!!
Para beber, pedi uma Caipiroska de morango e tangerina. O drink era bom, mas faltou uma disputa maior entre os sabores, para conferir mais personalidade à bebida.


Em casa, eu já havia esmiuçado o cardápio. Assim, cheguei sabendo exatamente o que eu iria pedir em cada etapa da refeição. Entretanto, houve um acréscimo e uma alteração, afinal, a gula sempre está fadada a cair em tentações.  
De entrada: pastéis de steak tartar (R$ 26,50). A massa é frita sem recheio, depois, cortada ao meio e recheada. Massa crocante e sequinha com um tartar fresquíssimo e delicioso. O garçom nos explicou que o tempero deste recheio é igual ao do Steak Tartar servido como prato principal, a diferença entre eles é que a carne do recheio do pastel é moída e a do prato é cortada na ponta da faca.


Olhando o cardápio, as bolinhas de queijo brie chamaram a nossa atenção e não resistimos. A porção custa R$ 30,50 e é composta por 5 petiscos. A bolinha, que, na verdade, trata-se de queijo brie empanado e frito, é leve, com o queijo totalmente derretido e acompanhada de geleia de pimenta dedo-de-moça. Dá vontade de sair quicando de tanta gostosura. Começamos bem!!!


Para fugir do convencional, na hora do prato principal, escolhi o tartar de salmão, com guacamole e salada verde (R$ 46,00). O salmão picado, perfeitamente temperado com cebola e ervas frescas, harmonizou bem com a guacamole cremosa. No entanto, a salada decepcionou, faltou ousadia no molho, sem gosto e em pequena quantidade.


A minha ideia inicial era pedir o tartar de profiterole de sobremesa, mas sucumbi aos ovos nevados com caramelo e baunilha (R$ 19,00). Uma nuvem extremamente leve de claras, um creme de baunilha com toque de laranja e um zig-zag de caramelo. Estava gostoso! Dava para ver as sementinhas de baunilha boiando no creme, o que sempre me alegra. Todavia, o creme mais parecia uma calda. Para a sobremesa ficar perfeita, o creme deveria estar mais consistente e servido em maior quantidade, para acompanhar proporcionalmente o tamanho do “suspiro”.


A experiência foi agradável! Porém, a comida está longe de ser excepcional. Vale para quem gosta de tartar e bistrôs ao estilo parisiense. Ah... e, também, para quem quer provar as criações do Jacquin.

Informações:
Tartar & Co
Av. Pedroso de Morais, 1003 – Pinheiros
Site: www.tartarandco.com

Mais restaurantes de Jurados do MasterChef Brasil:
Sal Gastronomia” do Henrique Fogaça;
Le Bife” de consultoria do Chef Erick Jacquin.

#TartarAndCo #ErickJacquin #MasterChef #Gula #Gourmet #Gastronomia #Eat #Foodie #FoodBlogger #VejaSP #ComerEBeber

  

sábado, 27 de junho de 2015

L'entrecôte de Paris no Shopping Market Place

Fazia muito tempo que eu não ia ao Market Place, um shopping pequeno para os padrões paulistanos, mas extremamente agradável. Fui há uns 2 meses e me surpreendi com a quantidade de restaurantes e quiosques gourmet que o centro comercial "ganhou".
Nos últimos anos, lojas têm fechado as portas e dado lugar a bons restaurantes, como o ICI Brasserie e o Italy. Já havia Outback, Braugarten e Ráscal. Chegaram L'entrecôte de Paris e o Abbraccio Cucina Italiana. E uma filial do Coco Bambu está em construção.
Para quem curte comer bem entre uma comprinha e outra ou antes de pegar um cineminha, o Market Place é uma excelente opção, principalmente se você não gosta de estacionamento, corredores, lojas e restaurantes lotados.
Aproveitei que já queria conhecer a rede e fui almoçar no L'entrecôte de Paris, um restaurante super prático, que serve apenas um tipo de prato principal.
Por R$ 67,00, come-se: (1) salada de folhas verdes com nozes, tomate cereja e molho; (2) entrecôte com molho especial da casa; e (3) batatas fritas à vontade.
A única coisa que o comensal precisa escolher é o ponto da carne e se prefere que o molho venha sobre a carne ou à parte.
Para beber, eu escolhi o drink intitulado como “Siciliane”, uma mistura de vodka Grey Goose, Cointreau, limão siciliano, frutas vermelhas e cranberry. Bem refrescante, com suco de limão e bastante amora e framboesa.


O garçom, segurando uma tábua de queijos e uma cesta de pães, perguntou se queríamos o couvert, mas preferimos ficar só com a saladinha, composta por alface, tomate cereja, nozes e molho. O molho, que parecia o norte-americano Ranch, não nos agradou. Eu consegui terminar a minha salada sem problemas, mas o Daniel não, pois achou o molho azedo e com gosto de estragado.


O bife de contrafilé (entrecôte) é extremamente macio, sem gordura e servido cortado em tirinhas.
A receita do molho “especial”, como os garçons anunciam, é guardada a sete chaves. Tudo que eles contam é que a combinação de 21 ingredientes passa por 4 processos de cozimento e demora 36 horas para ficar pronta. Mas dá para perceber, sem dificuldades, que um dos 21 componentes  é a mostarda.  
Eu, que adoro molho de mostarda (principalmente se for Dijon), gostei bastante. Mas o pessoal que foi comigo achou o sabor muito acentuado. Também dá para sentir o gosto de ervas finas.
As batatas fritas são sequinhas e irresistíveis... ainda bem que dá para repetir até não aguentar mais.



Não quisemos olhar o cardápio de sobremesas. Eu já estava de olho nos churros da Chucrê.
O ambiente do L'entrecôte é bem agradável, lembrando um autêntico bistrô francês, tem uma enorme e bela foto de Paris no fundo do salão. O atendimento é atencioso e ágil. E, no cardápio, há várias opções de drinks, vinhos e sobremesas.
Por ser um restaurante de um prato só, eu esperava bem mais. Esperava algo simplesmente D-E-L-I-C-I-O-S-O, S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L, que me deixasse com vontade de voltar muito mais vezes. Mas não foi o que aconteceu! A carne e o molho são saborosos, mas nada de outro mundo. Na minha opinião, valeu para conhecer!
Agora, quero provar o entrecôte do Oliver e ver se é melhor...

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domingo, 7 de junho de 2015

EATALY São Paulo: um verdadeiro culto à Gastronomia Italiana!!!


Aproveitei o feriadão de Corpus Christi e fui conhecer o Eataly, mega empreendimento dedicado à Gastronomia Italiana, que abriu em São Paulo sua 1º unidade latino-americana e está causando o maior alvoroço na cidade.
Faça chuva ou faça sol, seja dia útil, fim de semana ou feriado, uma fila de carros e outra de pessoas se formam em frente ao prédio de 4.500 m2, localizado na Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1489. 
OBS.: como eu sei que muita gente está doidinha para ir até lá, mas está com receio da muvuca no seu interior e, até mesmo, de não conseguir entrar, vou tentar narrar a minha experiência com o máximo de detalhes possíveis, principalmente quanto aos horários em que conseguimos fazer as coisas e aos preços das mercadorias ;o)
Na sexta-feira, dia 05/06/15, nós entramos na fila de carros exatamente às 11:12. Os segundos iam se passando e não saíamos do lugar. Como era o meu marido quem estava no comando da direção, desci do carro e fui ver o que estava acontecendo. Gente, tinha uns 10 carros (ou mais) na nossa frente! Uma placa na entrada do estacionamento anunciava que o mesmo estava lotado. Avisei ao meu marido e paramos no estacionamento do prédio ao lado, que custou R$ 20,00. 
Não tivemos problema nenhum para entrar no estabelecimento. A fila na calçada ainda não havia começado a se formar. Meu cunhado passou por lá, no mesmo dia, por volta das 12: 30 e viu uma fila de uns 100m de comprimento. Perguntei a um funcionário e ele me informou que todos os dias está sendo assim. Antes do meio dia, eles começam a limitar a entrada das pessoas para não sobrecarregar o ambiente. Aí, só quando vai saindo alguém, é que eles vão deixando quem está na fila entrar.
Durante todo o tempo em que estive dentro do Eataly, posso falar que a quantidade de pessoas estava agradável. Lógico que você irá pegar fila para conseguir comprar algumas coisas, mas não fica insuportável de circular.  
Lá dentro, tudo é muito bem sinalizado. Há plaquinhas com indicações para todos os lados. Então fica fácil achar o restaurante ou os produtos que você quer. E a organização é bem racional, as massas que estão à venda ficam ao lado do restaurante de massas; as carnes, ao lado do restaurante de carnes; e assim por diante.
Logo que chegamos, fomos olhar no mapa onde ficava o restaurante "La Pasta e La Pizza", nosso escolhido para o almoço e, frise-se, o mais concorrido. O restaurante abre diariamente às 11:30. Entramos na fila (sim, lá tem fila para praticamente qualquer coisa!!! Rsrsrs) às 11:20.
O esquema funciona da seguinte forma: o restaurante só começa a funcionar, como já falei acima, às 11:30. Deste modo, quem chega antes deste horário, vai ingressando na fila que vai se formando em frente ao local de atendimento da Hostess. Quando o restaurante abre, os primeiros da fila vão ocupando as mesas existentes. Quem fica sem lugar, põe o seu nome na lista de espera.
O legal é que eles anotam o número do seu celular e mandam uma mensagem quando sua mesa fica disponível. O sistema é bem moderno! Nada de carregar aqueles dispositivos quadrados que vibram quando a mesa está pronta e que têm um alcance de distância limitado.
Abaixo, vejam a mensagem que recebi assim que cadastrei meu celular na lista de espera e, em seguida, a mensagem que recebi quando a mesa já estava disponível.


Através do link fornecido na primeira mensagem, a pessoa consegue ir acompanhando quantas posições (mesas) faltam até chegar a sua vez.


Se o seu 3G não estiver funcionando, não tem problema, eles disponibilizam uma rede wi-fi para os clientes (eu até tentei utilizar, mas não tive paciência de preencher as informações necessárias).
Sem contar o Brace Bar (restaurante de grelhados), as cafeterias (Grand Bar Lavazza e Caffè Vergnano) e as doceiras (Il Gelato di Venchi e Nutella), o Eataly conta com 5 restaurantes:
(1) “La Piazza” – ideal para uma refeição rápida, serve frios, produtos de charcutaria, queijos, pães e vinhos;
(2) “La Pasta e La Pizza” – que prepara massas secas e frescas, bem como pizzas ao estilo napolitana, com massa borrachuda, aberta com as mãos, e borda alta;
(3) “La Carne” – onde os carnívoros podem devorar carnes selecionadas;
(4) “Il Pesce” – serve peixes frescos e frutos do mar; 
(5) “Le Verdure e Il Crudo” – oferece aos comensais peixes crus, ostras e pratos italianos vegetarianos. Pois é, no Eataly, todos têm vez!!!
Entramos na fila do La Pasta e La Pizza às 11:20, colocamos nosso nome na lista às 11:54 e nos sentamos 12:35. Uma hora e quinze minutos após termos chegado, conseguimos uma mesa. Até que foi um tempo razoável. Vocês não acham?
E, enquanto esperávamos, vimos pães, raviólis e mozzarella de búfala sendo preparados, bem como fomos escolhendo tudo o que queríamos comprar e, até mesmo, adquirindo algumas coisinhas. A variedade de produtos italianos de alta qualidade é incrível! O mercado conta com mais de 7.000 artigos. Tem bebidas alcoólicas (vinhos, champanhes, cervejas etc.) e não alcoólicas (águas, sucos e refrigerantes), carnes, peixes, queijos, pães, massas secas e frescas, temperos, doces, livros e utensílios domésticos. Então, será praticamente impossível ir embora sem carregar nada na sacola.
Não tirei tantas fotos quanto queria, pois não sou muito boa nisso e acabei desistindo. Mas vou colocar aqui alguns exemplos do que vocês encontrarão por lá.
  








Os preços são um pouco mais elevados do que em outros lugares, mas tem produtos que só são comercializados lá. Como não sou de ficar indo aqui e ali, acabei comprando o que tive vontade, principalmente os artigos produzidos no local (massa fresca e focaccia) e os importados diretamente da Itália, como umas sodas italianas (parecem refrigerantes) que eu adoro. Mas... cabe a cada um decidir se vale a pena ou não comprar!
Vamos falar do almoço? VAMOS!!!
Eu e o Daniel, acho que já ficou claro para quem acompanha o blog, não somos um casal ligados em vinho. Ele ama cerveja e eu, devo admitir, ainda tenho um gosto meio infantil quando o assunto é bebida (adoro um drink azedinho doce!).
O Daniel achou o preço das cervejas meio exorbitantes. Inclusive, vou citar um exemplo, a garrafa de 330ml de “Baladin”, vendida no mercado do Eataly por vinte e poucos reais, custava R$ 36,00 no restaurante. Ele acabou pedindo a nacional “Barbante” (copo de 250ml: R$ 9,80), que não agradou muito.
Eu queria provar a soda italiana “Niasca Portofino” de Limonata, mas estava em falta. Na verdade, as opções de soda disponíveis estavam bem reduzidas. Acabei escolhendo a “Baladin” no sabor Cedrata, que parece com a americana Mountain Dew (uma espécie de Sprite mais adocicada e na cor amarelo esverdeado).


São 4 as opções de antepasto do “La Pasta e La Pizza”: (1) “Insalata di Finocchi” (salada de erva-doce, rúcula, queijo Grana Padano e azeite) – R$ 25,00; (2) Mozzarella fresca, servida com azeite, flor de sal e pimenta (R$ 34,00); (3) Burrata servida com crostini (R$ 38,00); e (4) a pizza “La Stella” (R$ 32,00).
Escolhemos essa última, uma pizza deliciosa de tomate-cereja, rúcula, Parmigiano-Reggiano, manjericão e azeite. Massa borrachuda, bem assadinha e recheada com muito sabor.


Quando pedimos a entradinha, o garçom nos alertou que a pizza era grande e nos aconselhou a pedir os pratos principais depois, pois poderíamos ficar satisfeitos só com a redonda. Eu sempre acho esse tipo de comportamento muito digno. Demonstra respeito pelo cliente em detrimento do lucro a qualquer preço.
Depois da pizza, acabamos decidindo compartilhar um prato de massa. O Daniel queria pedir o “Ravioli di Búfala” (R$ 48,00), mas como já tínhamos comprado meio quilo para levar para casa, me recusei a escolher esse prato. Então, ficamos com o “Spaghetti Alla Carbonara” (R$ 42,00). Massa al dente; molho cremoso de gemas de ovo e queijo Pecorino em extrema harmonia; e guanciale crocante. A porção é pequena, mas simplesmente D-E-L-I-C-I-O-S-A.


O atendimento é ágil e cordial.
Não servem sobremesa! Mas no térreo, você encontra gelatos da marca italiana Venchi e crepes recheados com Nutella.
Eu amei a minha experiência no Eataly!!! Comi bem, fiz umas comprinhas excelentes e, dentro do que eu esperava, achei que tudo fluiu muito bem, pois uma fila aqui e outra ali já era esperado.
As minhas dicas para quem deseja visitar o Eataly são:
(1) CHEGUE CEDO!!! Assim, você pula a fila mais chata de todas, que é a fila para simplesmente conseguir entrar no empreendimento (tostando no sol quente);
(2) ESTACIONE FORA. Vi um estacionamento no quarteirão anterior e tem um estacionamento no prédio ao lado. Eu parei neste último, porém, o manobrista me informou que, quando o prédio começar a funcionar (o que deve acontecer nos próximos 15 dias), as vagas destinadas ao Eataly serão reduzidas; e
(3) VÁ COM PACIÊNCIA! Você conseguirá fazer praticamente tudo o que quiser (comer no restaurante escolhido e comprar tudo o que quiser), mas precisará enfrentar algumas filas.
Atenção! Eu falei que você conseguirá fazer praticamente tudo (e não tudo) o que desejar, porque, para comer nos restaurantes, chegar cedo é imprescindível. Quando eu estava na fila do caixa, por volta das 14:15, conversei com um Senhor que estava fazendo umas compras e já ia embora. Ele me falou que chegou naquela hora e não tinha conseguido colocar o nome em nenhuma das listas de espera dos restaurantes, pois já estavam todas esgotadas.
É isso! “Buon appetito” e boas compras!

Leia também sobre o Eataly de Nova York.