sexta-feira, 1 de maio de 2015

EL CALAFATE: Breves dicas de viagem e onde comer!

El Calafate é uma charmosa cidadela argentina, que serve de base para os turistas que almejam explorar o extraordinário Parque Nacional Los Glaciares.




Por ser uma região de clima muito frio, a alta temporada ocorre durante o verão, quando a cidade recebe 23 voos por dia. No outono, esse número cai para 8, e, no inverno, para 5. Quem me passou essa informação foi o nosso guia.
Fomos no feriado de 21 de abril, e eu cheguei a conclusão de que esta é a melhor época, pois todos os passeios ainda estão sendo realizados e a cidade se mantém agradável, sem milhares de turistas transitando pra lá e pra cá, sendo possível comer em qualquer restaurante que se desejar e reservar os passeios quando chegar.
No verão, com o movimento intenso de turistas, e um limite diário, por exemplo, do número de pessoas que podem andar sobre o Glaciar Perito Moreno, os passeios precisam ser programados com antecedência. Fazendo-se as reservas ainda do Brasil, através do hotel escolhido ou diretamente com a empresa que o executa. Torna-se imprescindível, também, fazer o agendamento para o jantar.
No inverno, as condições climáticas e a consequente redução no número de "desbravadores", faz com que os grandes hotéis fechem suas portas, pois fica muito caro manter toda a estrutura em funcionamento para acomodar poucos hóspedes.
Ademais, a maioria dos passeios deixam de ser realizados. No panfleto que recebemos ao fazer o Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno, com a empresa Hielo Y Aventura (única com autorização para essa exploração), havia a informação de que eles suspendem suas atividades no período compreendido entre 10 de junho e 05 de agosto. E, na Estancia Cristina, recebemos a informação de que ela funcionaria até o fim do mês de abril.
Uma dica que eu dou, por experiência própria, é que o viajante, em primeiro lugar, explore a região, principalmente através das passarelas do Parque Nacional Los Glaciares e de passeios de barco, e, só depois, faça o Mini Trekking.
O passeio pelo Glaciar Perito Moreno não chega a ser exaustivo, pois, apesar das subidas e descidas, bem como da tensão e cuidado constantes para não levar uma queda, são feitas muitas paradas durante o percurso, para tirar fotos e apreciar a paisagem. Assim, quando você pensar em cansar, já estará fazendo uma nova pausa.
Eu achei excelente ter feito no último dia. Primeiro, porque obtive várias informações sobre o glaciar e sua formação nos dias anteriores. Mas, o motivo principal, foi porque, no dia seguinte ao Trekking, fiquei com muita dor muscular na batata da perna e o meu marido, que pratica exercícios físicos regularmente, ficou com dor nos joelhos. Assim, ainda que tomássemos Aleve, Dorflex ou algo do gênero, esse inconveniente poderia atrapalhar um pouco a nossa viagem, já que se trata de um destino de exploração da natureza, com várias caminhadas, subidas e descidas de montanhas e escadas.




Uma maneira legal de entender um pouquinho sobre o que será visto em El Calafate é visitar o Glaciarium (Museu do Gelo). Trata-se de um museu de história natural, totalmente dedicado aos glaciares, contando e demonstrando como os enormes blocos de gelo da Patagônia se formaram.
No mesmo prédio, fica o Bar de Gelo, chamado de GlacioBar. O frio, no seu interior, é suportável e eles fornecem uma capa e um par de luvas para cada cliente. O consumo é liberado e há uma boa diversidade de bebidas (refrigerantes, cerveja, Vodka, Gin, Campari, Whisky, Licor de Calafate, Lemoncello, Amaretto etc.). O tempo de permanência no bar é de 25 minutos e passa voando, mas dá tempo de tomar uns drinks e tirar umas fotos.
Os ingressos são vendidos separadamente. O do Glaciarium custa 185 pesos argentinos; o do GlacioBar, R$ 40,00. O museu fica afastado do Centro da cidade, mas eles oferecem transporte gratuito saindo da Secretaria de Turismo de El Calafate. Os horários do transfer são os seguintes: das 09:00 às 16:00, a van sai de hora em hora; das 16:00 às 18:30, sai de meia em meia hora. Veja, abaixo, o local de espera do transfer.




Uma coisa bonita de se ver é a consciência ambiental e o compromisso social que os profissionais têm com a preservação do Parque, que, em 1981, foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Na Estancia Cristina, por exemplo, eles falam (e repetem diversas vezes) para tirarmos muitaaas fotos, pois elas serão a única recordação que poderemos levar do lugar. Dizem para não pegarmos absolutamente nada, seja uma folha, uma pedrinha ou um grãozinho de terra. E mais, alertam que não podemos deixar lá nada do que levarmos. Se chuparmos um chiclete ou uma bala, deveremos guardar a embalagem até retornarmos ao barco ou à cidade de El Calafate.
Segue, abaixo, algumas fotinhos de todo o passeio até a Estancia Cristina.




Uma última informação importante, que quero passar, é: levem dólares ou pesos argentinos (troquem reais por pesos no aeroporto; não há casas de câmbio oficiais na cidade). Ao contrário de Buenos Aires, que aceita Real em quase todos os lugares, em El Calafate é difícil encontrar um estabelecimento que queira a nossa moeda. Outro detalhe, com o serviço precário de telefonia da região, muitos estabelecimentos não aceitam cartões de crédito, nem de débito. Então, o melhor é levar dinheiro em espécie ou ir sacando numa das agências bancárias da Av. del Libertador (limite diário para saque: 1.000,00 pesos argentinos por conta corrente).
Agora, vamos para a parte que mais nos interessa...
El Calafate não é um destino gourmet, todavia, ainda assim, é possível comer muito bem na região. Neste post, vou falar um pouquinho sobre os restaurantes em que eu mais gostei de comer.
Prontos?!?!

ISABEL COCINA AL DISCO: Culinária rica e única!



Nas antigas fazendas argentinas, costumava-se utilizar os discos dos arados que já estavam gastos para cozinhar. E essa é a base da culinária praticada no restaurante "Isabel Cocina al Disco". O que resulta em pratos cheios de personalidade, com carnes bem temperadas e macias. Uma verdadeira delícia!!!
Se eu tivesse que indicar apenas um restaurante de El Calafate, este seria o escolhido, pois prática uma culinária que eu nunca vi em outro lugar. É como está escrito na primeira página do cardápio: eles servem, não apenas uma esplêndida comida caseira de avó, mas parte da história argentina e de seus gaúchos.
Chegamos ao chalé de madeira e a pessoa que nos recepcionou (não sei se era o gerente ou o dono), brincalhona, falou que não atendiam brasileiros. Depois, indagou: "vocês torceram para a Argentina ou para a Alemanha?". Outras pessoas, talvez, ficassem chateadas ou sem graça, mas nós entramos na dança.
Estávamos num grupo de 5 pessoas e, pasmem, fomos aconselhados a não pedir entradas e a escolhermos 3 pratos principais para compartilhar. Achei muito digno da parte do garçom, pois as porções são grandes e 3 pratos foram suficientes para nós. 
De entradinha, ficamos apenas com o macio e quentinho pão, que foi levado à mesa numa tábua de madeira que preservava o seu calor, e com a manteiga aromatizada com salsinha, que derretia quando era espalhada no pedaço de pão.


Os pratos do Isabel lembram um ensopado, mas as carnes não ficam submersas no molho. A comida é mui rica e cada prato tem o seu tempero e ingredientes próprios. Por isso, embora sejam preparados de modo semelhante, cada um exala um sabor único.
Pedimos:
(1) "Lomo a la mostaza" - filé mignon preparado na cerveja com verduras, creme de leite e mostarda;


(2) "Cordero a la cazadora" - cordeiro patagónico com verduras, pancetta defumada e funghi; e 


(3) "Bife a la napolitana" - bife de chorizo, verduras, queijo mozzarella, pancetta defumada, pimentões assados, tomate seco e azeitonas. 


Todos os pratos têm batatas fritas como acompanhamento.
O total da nossa conta foi 950 pesos argentinos. Pagamos por 5 cubiertos (na Argentina, sentou na mesa, pagou a taxa conhecida como cubierto; para compensar, o couvert é "gratuito"), 3 pratos, vinho e refrigerantes.
Preço justo e mesa farta! Recomendo deveras!

INFORMAÇÕES:
Isabel Cocina al Disco
Endereço: Gobernador Moyano 1226 - esquina 25 de Mayo
Fone: +54 9 2966 15 617424

MI RANCHO: The very best!!!


Sem dúvida, o Mi Rancho foi o melhor restaurante em que comemos em El Calafate. Enquanto os demais restaurantes são dedicados à culinária local (cordeiro patagônico, cazuelas e comida al disco), o Mi Rancho utiliza os produtos locais, principalmente cortes de carnes exóticas, para oferecer aos comensais uma comida mais sofisticada, que pode ser até classificada como Alta Gastronomia.
O ambiente é pequenino, rústico e aconchegante, e o atendimento é excelente.
Para iniciar a comilança, além do couvert, composto por uma cesta de pães, quentinhos e bem fofinhos, e patê cremoso e aromatizado, pedimos uma salada de folhas verdes com camarões salteados com pancetta e amêndoas. Ingredientes tão distintos, mas que resultaram num sabor incrível.
Falamos que iríamos dividir, e eles já serviram a salada em 2 pratos montados. Um primor! Sem contar que a quantidade servida em cada recipiente parecia uma porção inteira.
Na verdade, os pratos deste restaurante são muito bem servidos, podendo ser facilmente compartilhados.




De prato principal, escolhi o "Bondiola de Cerdo con ensalada fresca, manzanas asadas y salsa de mostaza". Corte alto e saboroso de carne suína, servido com salada de tomate, pepino e milho, maçã verde assada e molho de mostarda. Arrisquei e me dei bem! Composição harmônica e deliciosa.


Na hora da sobremesa, escolhi um doce preparado com uma fruta típica da região: o crème brûlée de rosa mosqueta. O creme era de doce de leite e, no lugar do açúcar, havia geleia de rosa mosqueta maçaricada. Bem diferente do clássico francês, o creme estava muito gostoso. Um reestudo gastronômico, utilizando produtos locais. Amei!


Comemos maravilhosamente bem no Mi Rancho. Pena que fomos na última noite, assim, não tivemos a oportunidade de repetir a dose. O que certamente teríamos feito.
Eles fecham aos domingos e não aceitam cartão.
É importante fazer reserva! Passe por lá no dia anterior ou peça para que o hotel agende a sua visita ;o)

INFORMAÇÕES:
Mi Rancho
Endereço: Gobernador Moyano 1089 - Esquina 9 de Julio
Fone: +54 2902 49-0540

KAU KALESHEN: Pequeno notável!


No site de viagens TripAdvisor, o Kau Kaleshen está classificado como 3º melhor restaurante de El Calafate (em primeiro lugar, está o Mi Rancho, e, em segundo, o Isabel Cocina al Disco). Todavia, ele é qualificado como “Casa de Chá”. Assim, como não tinha a intenção de tomar chá às 5 da tarde e jantar às 8 da noite, não fiquei empolgada para conhecê-lo. Mas, como se diz por aí, a vida dá voltas...
No dia em que chegamos a El Calafate, estava fazendo muitooo frio e eu e minha mãe ficamos com vontade de comer um Fondue na hora do jantar. Passamos em frente ao pequenino Kau Kaleshen e uma placa indicava que eles serviam a iguaria. Então, resolvemos fazer uma reserva.
Chegamos às 20:00 horas, e o pequeno salão ainda estava vazio. Aos poucos, as pessoas foram chegando e ocupando as outras mesas.
Havia apenas uma garçonete, mas ela conseguia dar conta de todos os clientes.
No couvert, foi servida uma cestinha com mini ciabatas, temperadas com alecrim, e fatias de focaccia, salpicadas com pimentas do reino e calabresa. Essa última não ficou apimentada e era bem saborosa. Os pãezinhos vieram acompanhados de homus, temperado com páprica e azeite. Uma combinação que deu certo.


De entrada, pedimos um carpaccio de vegetais grelhados com salada de folhas verdes e laranja. Eu que não sou fã de abobrinha nem de berinjela, aprovei o preparo do prato.


O Fondue de queijo estava D-I-V-I-N-O!!! Bem servido (dava para 3 ou 4 pessoas) e com o queijo um tantinho puxa-puxa (meio borrachudinho... eu adoro, pois cobre o pão todo!). Porém, achei estranho alguns dos acompanhamentos que foram servidos, como, por exemplo, a salsicha, o salsão e o tomate cereja. Comi com pedacinhos de pão, como já é de praxe, e com as rodelas de cenouras cozidas.  


Caso esteja em El Calafate e queira comer um bom Fondue, você já sabe aonde ir: Kau Kaleshen.   

INFORMAÇÕES:
Kau Kaleshen
Endereço: Gobernador Gregores 1256 (entre Bustillo y 25 de Mayo)
Fone: +54 2902 49-1188

CASIMIRO BIGUÁ PARRILLA & ASADOR: Para comer “Cordero Patagónico”!


Fomos ao Casimiro Biguá Parrilla & Asador para comer o tradicional Cordeiro Patagônico, que eles (e vários outros restaurantes) intencionalmente assam expostos para a calçada.


O restaurante tem uma ambientação sofisticada, mas o atendimento precisa ser mais ágil. Eles até colocaram nas mesas aquele dispositivo de apertar e chamar o garçom, mas tinham 3 na nossa mesa e nenhum deles funcionava. Tínhamos que chamar o garçom quando ele passava. Ele até conversava um pouco, se puxássemos assunto. Mas, embora o restaurante estive apenas com metade da capacidade ocupada, ele parecia sempre com pressa. Pedimos manteiga e ele responder qualquer coisa se distanciando, e nós não entendemos o que foi dito. O fato é que a manteiga nunca chegou a nossa mesa.
O destaque ficou com a comida, que é muito boa!!!
Além do couvert (bem simples!), provamos a provoleta de entrada. A apresentação estava muito bonita, com duas rodelas de tomate em cima. O queijo provolone foi assado de forma graciosa, estava bem crocante por fora e derretido por dentro. Uma explosão de sabor e crocância!



Preciso contar o que eu escolhi de prato principal?!?!
O Cordeiro Patagônico é servido no ponto de cozimento escolhido, e em vários cortes distintos. Pedimos ao ponto e a carne estava extremamente macia e com o sabor característico do cordeiro. O acompanhamento é pedido à parte.



O restaurante é bem localizado, na avenida principal de El Calafate (Av. del Libertador). Então, é bem fácil encontrá-lo.

INFORMAÇÕES:
Casimiro Biguá Parrilla & Asador
Endereço: Av. del Libertador 993
Fone: + 54 2902493993

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Restaurantes em Buenos Aires:
2- Oviedo;
3- Aramburu;
4- Tegui.

Leia também os posts sobre a cidade de Córdoba:


sábado, 4 de abril de 2015

Comendo no LA BOURGOGNE (em Punta del Este)

Durante toda a nossa existência, nos deparamos com conflitos entre o produto do nosso cérebro e as razões do nosso coração. E, nesta prosa que eu vou contar agora, não foi diferente. Estávamos indo passar o Carnaval no Uruguai. Seriam dois dias em Punta del Este e dois dias em Montevidéu. Então, um tanto desestimulada (o que é bem raro, principalmente, quando estamos falando de viagem e gastronomia), fui procurar as atrações turísticas e os restaurantes que gostaria de conhecer.
Não tardou até que eu me deparasse com o "La Bourgogne", único restaurante de Punta del Este na lista dos 50 melhores da América Latina do periódico inglês Restaurant. Porém, em meio à crise financeira por que passa o nosso País, embora eu tivesse ficado louca para degustar as delícias francesas preparadas pelo Chef Jean Paul Bondoux, meu cérebro começou a me boicotar, sugerindo que seria melhor poupar essa grana. Assim, meio contrariada, acabei nem tentando fazer a reserva.
Já em Punta, o "inesperado" aconteceu. Aos 46 minutos do segundo tempo, como num golpe de sorte, meu coração levou uma rasteira do meu cérebro, dentro da área, e um pênalti foi marcado em seu favor. Com o placar final de "1 X 0", decidi: “Já que aqui estou, não vou perder a oportunidade, vou conhecer o sofisticado e badalado La Bourgogne”.
Sem agendamento, preferi ir almoçar, pois imaginei que seria mais tranquilo conseguir mesa na hora do almoço do que na do jantar. E realmente não tivemos problemas. Chegamos, no domingo de Carnaval, por volta das 14:00 horas e havia apenas um casal no estabelecimento.
Sentamos no agradável terraço, com vista para o gracioso jardim.


O desfile de Alta Gastronomia não demorou a se apresentar sobre a nossa mesa. Inicialmente, serviram um mousse de banana verde com gelatina de cebolete, finalizado com sour cream e caviar. No começo, achei estranho, mas, como não sou de me intimidar facilmente, fui desbravando a minha entradinha e, no final, acabei achando o resultado encantador.



Em seguida, pães, manteiga aromatizada com salmão, patê de wasabi e legumes perfumados foram postos na nossa frente. Os pães estavam extremamente frescos e macios; os legumes eram levemente cozidos e adocicados; o patê, por incrível que pareça, além de cremoso, exalava sabor; a manteiga, todavia, era intragável. Eu e o Daniel adoramos um pãozinho quente com manteiga, mas não conseguimos comer a manteiga servida, que tinha um gosto horrível de peixe.


Depois, fui ao paraíso. Petit fours amanteigados, quentinhos, deliciosos e que se desmanchavam na boca foram servidos nos sabores queijo, azeitona e gergelim. Eu torci para que o Daniel não comesse os dele e eu pudesse abocanhá-los. Mas ele também não resistiu!!!


A casa não tem carta de coquetéis, mas eu pedi uma capiroska de morango e eles prepararam pra mim.


Na hora de escolher o prato principal, uma surpresa: o meu cardápio não exibia o preço das comidas, embora o do Daniel o fizesse. Fiquei encucada, mas pensei que eles tinham esquecido de pôr os preços no menu que me foi entregue. Só quando os cardápios das sobremesas chegaram, eu constatei que não havia esquecimento algum, só os homens podem saber quanto vão pagar pelo que irão comer.
O restaurante tem mais de 30 anos de existência e, talvez, quando foi inaugurado, fosse polido e cavalheiresco esse comportamento, mas em pleno Século XXI? Achei constrangedor ter que ficar perguntando ao meu marido quanto custava o prato que eu queria pedir.
Vejam: o cardápio masculino tem uma fita azul; o feminino, uma rosa.


A tática do restaurante acabou funcionando, pois escolhi um dos pratos mais caros do menu: lagosta em infusão de vanilla, abacaxi assado, arroz com leite de coco aromatizado com curry e limão. Porém, eu confesso: valeu cada centavo dos R$ 280,00 que eu paguei!!! Carnuda, macia e perfumada, a lagosta estava no ponto certo de cozimento (zero por cento borrachuda). O arroz em estilo tai, de tão bom, dava para ser comido como um risoto de prato principal e não apenas como acompanhamento. Pediria de novo sem receio algum... simplesmente S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!!! Um dos melhores pratos que já comi.


O Daniel pediu o “Duo d’Agneau Méridional” (duo de cordeiro), prato que está no cardápio a mais de 30 anos e também é de comer rezando.


De sobremesa, fizemos uma degustação de creme brûlée nos sabores chocolate, baunilha, café, pistache e maracujá. Apesar do creme de pistache ter um sabor meio artificial de essência e não da fruta seca, todos os cremes estavam divinos. Eu e o Daniel raspamos todos os potinhos. E eu ainda devorei parte da decoração: frutas vermelhas com açúcar e caramelo.


Para encerrar com chave de ouro, o café foi servido com petit four, tartelete de limão, trufa de chocolate e cascas de laranja cristalizadas.


O excelente atendimento, os pratos bem executados e saborosíssimos, e o ambiente aconchegante justificam o preço, que, mesmo achando elevado (pagamos 269 dólares americanos), você pagará com a certeza de ter apreciado uma das melhores refeições da sua vida.

INFORMAÇÕES:
La Bourgogne
Pedragosa Sierra s/n. y Av. del Mar
20100 Punta del Este – Maldonado
Tel.: + 598 (0)42 4820 07
Fax: + 598 (0)42 4878 73



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

BELGA CORNER: a simplicidade em cada detalhe!!!

Quantas vezes você já ouviu dizer que, primeiro, comemos com os olhos? Eu já ouvi e li essa frase, provavelmente, um milhão de vezes e, com meus olhos “gulosos”, que adoram apreciar um belo prato, não posso discordar, pois desde o momento em que vi, pela primeira vez, a foto do “Waffle com calda de chocolate e chantilly” servido na Belga Corner, a minha vontade foi parar tudo o que eu estava fazendo e sair correndo até lá.
O restaurante Belga Corner, que tem mais cara de lanchonete, fica numa casinha estreita no Itaim, com uma decoração jovial bem agradável e descontraída.
O paraíso da culinária e das cervejas belgas tem um atendimento cordial, uma comida saborosa e apresentada com delicadeza e uma carta de bebidas altamente refrescantes e interessantes. Há as brasileiríssimas caipirinhas e caipiroskas, coquetéis, Sangria, Clericot, vinhos, espumantes, destinados e cervejas, incluindo uma produzida na Bélgica especialmente para a casa.
No cardápio, embora haja o clássico belga "Moules - Frites" (mexilhões com batatas fritas), guisados e saladas, os sanduíches no pão pita, intitulados de “Pittas Corner”, se destacam. E isso se dá tanto pela diversidade de sabores quanto pela forma inusitada como eles estão descritos no menu. Dá só uma olhada:


Para começar os trabalhos, já que estava um dia muito quente, pedi uma Caipiroska Especial de 3 limões, bem geladinha e suavemente adocicada. Cativa-me bastante a maneira como o limão siciliano e a lima-da-pérsia interagem com o limão Taiti, amenizando a acidez e o amargor deste.


De entradinha, pedimos uma porção formada por 4 bruschettas de tomate cereja confit com queijo brie derretido e uma porção de rolinhos de abobrinha com queijo de cabra, lâminas de amêndoa e pedacinhos de damasco. Os petiscos não eram o suprassumo da gostosura, mas estavam bem preparados e eram saborosos.


Como prato principal, resolvi provar um Pitta Corner de galinha. Para quem não conhece, o pão pita parece um pão sírio. Como ele é um disco oco, ao ser cortado ao meio, abre um buraco onde é colocado o recheio escolhido pelo cliente.
O recheio de galinha é composto de cubos de frango, tomate, cebola, milho e cenoura. Com o tempero adequado, o sanduíche ficou extremamente saboroso. Eu adorei!!!
Todos os Pittas Corner vêm acompanhados de 3 molhos: cocktail (rosé), alho e curry. Com o meu sanduba, o molho de curry não combinou e o rosé caiu como uma luva.
A apresentação do prato é bem mimosa. O sanduíche é servido numa cestinha de palha e os molhos em mini jarras de porcelana.




Na hora da sobremesa, eu não poderia ficar sem um waffle. Mas, ao invés da calda de chocolate que tanto vi na foto publicada pela Vejinha na revista impressa e nas redes sociais, pedi morangos. Então, minha guloseima belga foi servida polvilhada com açúcar de confeiteiro e acompanhada de morangos picados e chantilly.  
O waffle era, na verdade, de frutas (morango e manga) com chantilly. Entretanto, como não suporto manga, perguntei se poderiam tirá-la e eles não se opuseram.
A massa do waffle estava bem fofinha, leve e sem muito açúcar... uma maravilha!!!
Quem quiser incrementá-lo, pode pedir à parte doce de leite, mel ou sorvete.


Belga Corner: um lugarzinho delicioso para um brunch, um almocinho informal, um lanche ou chá da tarde. Imperdível!!!

INFORMAÇÕES:
Belga Corner
Rua Pedroso Alvarenga, 666 – Itaim Bibi
Fone: (11) 3078-4359
Fechado na segunda-feira.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Comendo em Maceió: SuR Arte Gastronômica

Faz quase 7 anos que juntei as minhas tralhas e me mudei para São Paulo. Hoje, um retorno definitivo para Maceió parece improvável, mas há sempre bons motivos para visitar a minha Terra querida.
Saudosista, uma das coisas que me conforta é saber que os restaurantes que eu costumava frequentar continuam em pleno funcionamento. E uma coisa que me contenta (e muito!) é ver que Maceió está cheia de novidades gastronômicas (até um curso de graduação na área foi aberto!!!).
Se antes havia, no seleto grupo dos meus restaurantes preferidos, o “Massarella” com sua culinária italiana, o “Divina Gula” com comida da roça, o “Wanchako” oferecendo gastronomia peruana com toques nipônicos e o “Le Courbe” com clássicos franceses. Hoje, há o “SuR Arte Gastronômica”, com sua cozinha contemporânea, cheia de técnica, arte, beleza e sabor, reinventando e elevando a outro patamar pratos repletos de ícones da culinária alagoana, como, por exemplo, a tapioca, a macaxeira, a batata doce, a lagosta, a rapadura e o cajá.


No comando da casa, os Chefs Felipe Lacet e Serginho Jucá formam uma dupla infalível. Se o primeiro, concentrado, mantem o foco na finalização dos pratos que saem da cozinha. O segundo, esbanjando simpatia, faz as honras da casa, percorrendo todo o salão cumprimentando os clientes, servindo os pratos e tirando todas as dúvidas.
Com tanta gentileza e atenção, impossível não lembrar do vigésimo auforismo listado por Brillat-Savarin na sua obra “A Fisiologia do Gosto”: “Entreter um convidado é encarregar-se de sua felicidade durante o tempo todo em que estiver sob nosso teto”.


Éramos 7 e não tínhamos reserva. Fomos jantar numa terça-feira e chegamos pouco depois da abertura da casa, que acontece às 20:00 horas. Foi tranquilo conseguir mesa, mas o cenário logo mudou e uma longa fila de espera se formou.
Assim que nos acomodamos, o Chef Sérgio Jucá veio até a mesa e nos ofereceu o aperitivo do dia: pipoca com manteiga de garrafa de limão siciliano e sal grosso. Quem segue o meu Instagram sabe o quanto eu sou aficionada por pipoca, logo, impossível não me deleitar com esse mimo.


O que eu achei mais legal em relação ao cardápio foi a ausência de autoritarismo, pois, ao contrário de outras casas que trabalham com menu degustação, o SuR não condiciona a experiência a todos os comensais sentados à mesa. Assim, é possível que alguns participem do menu e outros façam seus pedidos à la carte.
No meu caso, não poderia ser diferente! Na minha primeira visita, escolhi o menu degustação, que é composto de 3 entradas fixas a escolha dos Chefs, 1 prato principal dentre duas (ou três) opções disponíveis e uma de duas sobremesas possíveis.
O estabelecimento tem uma adega linda e repleta de bons exemplares, mas se orgulha, também, de preparar ótimos drinks, como a deliciosa caipirosca de morango com framboesa e limão siciliano que provei.


Iniciando a degustação, a primeira entradinha servida foi o “Queijo coalho – avelã – azeite verde (queijo coalho tratado como carpaccio)”. Lâminas de queijo coalho maçaricado, servido com molho pesto, tomate, alcaparras, folhas frescas de manjericão e castanhas-de-caju (embora conste avelã no cardápio). Apesar da grande quantidade de elementos, o “carpaccio” ficou bem harmônico, com os complementos conferindo sabor ao sutil queijo coalho.
Acompanhando: torradinhas de brioche com manteiga, levemente adocicada e condimentada, muito parecidas com as oferecidas no “Wanchako”. Uma verdadeira perdição!
Aqui, eu preciso abrir um parêntesis! Em Maceió (não sei se só lá ou, ainda, em outras partes do Brasil), o pãozinho conhecido como brioche é um pouco diferente do tradicional brioche francês, geralmente preparado com frutas e/ou chocolate. O brioche maceioense é um pão de leite bem leve e assado como se fossem dois pãezinhos em um (queria uma foto para mostrar, mas, infelizmente, não tenho).


A entrada seguinte era uma verdadeira obra-de-arte!!! Daquelas que você fica com receio de comer e acabar com a beleza do prato... “Tapioquinha de bacalhau com suas tintas comestíveis (pimentão vermelho, pimentão amarelo, cheiro verde, azeitona e alho)”. O recheio de bacalhau estava incrivelmente cremoso e os molhos davam um sabor a mais à tapioca.
Ao expressar meu encantamento com a apresentação do prato, talvez a mais bela que já vi, o Chef Sérgio Jucá me explicou que a ideia surgiu quando fizeram o serviço de catering no aniversário do pintor alagoano Delson Uchoa. Na ocasião, desenvolveram os molhos e apresentaram ao aniversariante como tintas, para que este pintasse os recipientes onde as guloseimas seriam servidas.



O que vocês acharam do resultado?
Para finalizar as entradas: “Hot-dog de lagosta com maionese de queijo Prima Donna, mostarda Dijon e macaxeira palha”. Para sentir o máximo de sabor, reduzi o pão pela metade, pois o achei um pouco grande. O sabor da lagosta é muito suave e acaba sendo camuflado pelo queijo... e que queijo!!! A robusta maionese de Prima Donna, na minha opinião, rouba a cena. E a macaxeira palha dá um toque crocante ao sanduíche. Esse, sim, pode ser chamado de hot-dog gourmet!!!


Linhas acima, falei que o prato principal poderia ser um “dentre duas (ou três) opções disponíveis”, isso porque, no menu degustação do SuR, o comensal pode escolher entre o “arroz arbóreo cozido num delicioso caldo de frutos do mar e tinta de lula, com camarão, polvo e lula, maioneses de alho e purê de jerimum picante” e o “peito de pato com feijão verde na nata de Major Isidoro, cebola caramelizada e farofa de rapadura picante”. Todavia, quando o garçom descreveu as alternativas, eu fiz uma cara do tipo: “estou muito a fim de participar da degustação, mas nenhuma dessas seria a minha escolha de prato principal”. Aí, ele acabou dizendo que eu também poderia pedir o “filé mignon, demiglace de vinho tinto, mil folhas de tubérculos regionais e creme de parmesão trufado”. E este último foi o selecionado.
A carne estava suculenta e extremamente macia. Nem preciso dizer que o demiglace de vinho tinto caiu como uma luva, harmonizando perfeitamente com o filé. O creme de parmesão trufado estava de comer rezando (ainda que a culinária francesa esteja meio fora de moda, eu adoro os seus molhos gordurosos e encorpados). Já o mil folhas, que era de batata doce, decepcionou um pouco (e olhe que eu A-M-O batata doce!). Para o meu paladar, teria sido melhor uma porção de batata doce gratinada no creme de parmesão, pois as fatias super finas e sobrepostas do tubérculo, formando o mil folhas, não deixavam o grosso molho penetrar, o que fez com que eles parecessem 2 acompanhamentos ao invés de um só.


De sobremesa, haviam duas opções. Como a minha mãe também estava apreciando o menu degustação, combinamos de cada uma pedir uma sobremesa e dividirmos.
Eu fiquei com o doce “Só – quero – chocolate” (“O” bolo de chocolate com sua calda de brigadeiro, cookies e sorvete de chocolate”). Uma verdadeira tentação, com contraste de texturas, sabores e temperatura. A fofura do bolo com o crocante da farofa de cookies; o doce do brigadeiro balanceado por grãos de sal; o quente do brigadeiro com o gelado do sorvete... Brigadeiro é o doce que eu mais amo no mundo. Logo, aprovei de cara essa sobremesa.


Minha mãe ficou com a “Romeu e Julieta em diferentes finais: bolo de rolo com sorvete de goiaba, calda de goiabada, goiabada cascão, queijo do reino ralado, iogurte grego e catupiry quente”. Eu achei a descrição mais interessante do que a sobremesa em si. Achei que a composição pecou pelo excesso e, embora os elementos tivesse a mesma base (a goiabada), eles não formaram um todo. Pareciam, simplesmente, vários ingredientes dispostos em um único prato... sei lá... Para mim, não ornou!


Acharam que eu ia esquecer de falar sobre o atendimento? Jamais!!! Afinal, é primoroso!!! Com garçons bem preparados, conhecendo bem o cardápio e demonstrando alegria em estarem ali trabalhando e lhe servindo. Fiquei muito orgulhosa de encontrar esse padrão de atendimento na minha Terrinha.
No SuR Arte Gastronômica, assim como um pintor sabe quais linhas traçar e que cores utilizar para obter uma obra-prima; assim como um compositor tem o dom de unir notas musicais compondo belas melodias; os Chefs conhecem os ingredientes que utilizam e sabem como combiná-los para obter o máximo de beleza e, principalmente, de sabor, oferecendo aos clientes deliciosas obras comestíveis. Um concorrente de peso ao posto de melhor restaurante da cidade.
Será parada obrigatória nas minhas próximas idas a Maceió ;o)

INFORMAÇÕES:
SuR Arte Gastronômica
Rua Professora Maria Esther da Costa Barros, 306/320 – Stella Maris
Fone: (82) 9110-2337 e (82) 9678-1687
      


sábado, 3 de janeiro de 2015

Comendo em Maceió: DIVINA GULA

É uma vergonha que meu blog já tenha ultrapassado um ano de existência e que eu já tenha escrito sobre restaurantes de São Paulo, Nova York, Buenos Aires, Córdoba (Argentina), Richmond (EUA), Wintergreen (EUA) e Charlottesville (EUA), mas não tenha contemplado os estabelecimentos gastronômicos da minha terrinha.
Agora, está mais do que na hora de corrigir esse erro!!!
Eu tenho certeza de uma coisa: ninguém duvida que Maceió tenha uma das orlas mais bonitas do Brasil. Entretanto, o que nem todos sabem é que esta terra de sol escaldante e praias deslumbrantes também conquista os seus visitantes pelo paladar.
São milhares de barraquinhas que vendem tapiocas de sabores tradicionais (como a de queijo com coco) e inusitados (como a de carne seca com queijo coalho), carrinhos que preparam o acarajé de um jeito próprio (recheado com camarão sem casca e molho de tomate), bares que servem diversos petiscos e frutos do mar locais (como o siri despinicado e o sururu) e restaurantes dedicados às mais variadas culinárias nacionais e internacionais.
Hoje, irei falar sobre o Divina Gula, um restaurante e cachaçaria que eu costumava ir com uma certa frequência, fosse no Happy Hour de quinta-feira, com os meus amigos, ou no almoço de domingo, com a minha família.
A casa abriu as suas portas em 1988 e se tornou uma das queridinhas de Maceió, em razão dos pratos e drinks bem executados, da boa localização no Stella Maris, do ambiente rústico, agradável e bem decorado e do excelente custo benefício.
Na cozinha do Chef André Generoso, é preparada uma comida mineira com toques nordestinos. Assim, no cardápio, embora haja boas opções de frutos do mar, a roça rouba a cena, oferecendo ao comensal tutu de feijão, costelinha de porco, leitão à pururuca, carne de sol, atolados, feijão tropeiro, torresmo, linguiça, frango com quiabo, couve, angu de fubá e muitas outras delícias. Tudo no capricho, exalando tempero, aroma e sabor.
Tanto as entradinhas quanto os pratos principais são bem servidos, podendo ser facilmente compartilhados. Se você estiver com um grupo grande, aproveite para dividir porções variadas. Assim, conseguirá provar um número maior de guloseimas.
Seja no almoço ou no jantar, antes de tomar uma latinha de coca zero, que é o meu grande vício, gosto de degustar um drink, que não precisa necessariamente ser alcoólico, mas, com certeza, tem que ser bem refrescante. No caso do Divina Gula, cheguei sabendo exatamente o que iria beber: uma tangirosca (caipirosca frozen de tangerina).


Nos acabamos nas entradinhas: pedimos 3 para dividir. E, não satisfeita, ainda pedi um caldinho de feijão bem encorpado, sem torresmo, para iniciar os trabalhos (R$ 6,50).


Rodrigo Oliveira, Chef do Mocotó, é o criador dos deliciosos dadinhos de tapioca, que rapidamente conquistaram o paladar dos brasileiros. No Divina Gula, o Chef é homenageado com os “Tijolinhos de tapioca com queijo coalho” (R$ 19,00), uma massa pegajosa de tapioca granulada com queijo coalho, cortada em quadrados que são fritos e servidos com mel apimentado. Verdadeiros pedacinhos do céu.


Outra entrada de arrancar suspiros é o “Atolado de Carne de Sol” (R$ 30,00), montado com carne de sol refogada sobre purê de macaxeira coberto com catupiry. A carne cortada em cubinhos, bem temperada e se desmanchando na boca de tão macia, forma uma composição bem harmoniosa e extremamente saborosa com o purê e o catupiry cremosos.


E o terceiro petisquinho que devoramos foi um queijo coalho na chapa, salpicado com pipoca de alho (uma espécie de “alho bits”) e servido com pão de alho (R$ 20,90). Uma explosão crocante de sabor!


Para a minha tristeza, retiraram do menu o prato que eu sempre pedia, a “Picanha Napolitana”, que era composta de fatias de picanha cozidas e servidas no tacho, cobertas com rodelas de tomate e queijo mussarela, polvilhadas com orégano.
Eu queria pedir o “Tutu à Mineira” (R$ 65,00), composto por tutu de feijão batido, acompanhado de linguiça caseira, bife de pernil, couve, torresmo, banana à milanesa e arroz. Todavia, minha irmã, com quem combinei de dividir o prato, preferiu a “Carne de sol desfiada com tutu” (R$ 65,00), combinado de carne de sol desfiada e acebolada com tutu à mineira, couve, torresmo e arroz. O tutu estava denso e temperado na medida certa, entretanto, achei a carne um pouco ressecada.


Um prato bacana e bem farto para quem deseja viajar pelos encantos da culinária mineira é o “Amostrado”, que serve 3 pessoas, custa R$ 67,00 e é formado por pequenas porções de tutu à mineira, feijão tropeiro, couve, arroz de alho, linguiça caseira, costela de porco, bife suíno, frango com quiabo, torresmo, farofa de milho com cebola, angu e jiló na chapa.


Quem quer comer bem em Maceió, não pode deixar de visitar o Divina Gula, que, além de restaurante e cachaçaria, já se tornou uma deliciosa atração turística da cidade.

INFORMAÇÕES:
Divina Gula
Av. Engenheiro Paulo Brandão Nogueira, 85 – Jatiúca
Fone: (82) 3235-1016
(Fechado às segundas-feiras)