quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SALVATORE LOI: o esplendor da gastronomia italiana!


Foi no episódio do reality show MasterChef Brasil, exibido em 07 de outubro de 2014, que "fui apresentada" ao Chef Salvatore Loi. Na ocasião, anunciado como um cozinheiro de renome, o italiano ensinou aos participantes da primeira edição a prepararem "Baulettis recheados com ricota, raspas de laranja e manteiga de especiarias". E eu, profunda apreciadora da culinária italiana, logo fiquei interessada em provar as suas criações.
Acontece que nem sempre os nossos desejos se realizam como num passe de mágica e por milhares de motivos, dentre os quais, a saída do Chef do "Loi Ristorantino", a minha imersão na gastronomia por ele praticada foi adiada por dois anos.
No entanto, o que pode soar como uma tortuosa espera, acabou se revelando um golpe de sorte e eu explico o porquê. Em entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo, falando sobre o seu atual estabelecimento, assim se manifestou o Chef: "No Fasano eu estava na clausura. No Loi Ristorantino, era uma 'semi-clausura'. Aqui, tenho liberdade". Logo, a conclusão não poderia ser outra: agora, livre para criar, o cozinheiro revela a verdadeira essência da sua arte. E foi esta que eu fui conhecer! Uma culinária desprendida de amarras e regras, que confere à comida italiana alma, requinte e muito sabor.
O salão do restaurante é clean, mas sofisticado, com a cozinha aberta ao fundo, possibilitando ao comensal acompanhar o trabalho do Chef.


A gentileza do atendimento já pôde ser sentida quando liguei para fazer a reserva e fui atendida pela simpática funcionária de nome Giuliana. Em que pese a cordialidade e educação de todos os garçons, o destaque foi o maître responsável pela nossa mesa, o Sr. Figueiredo, polido, alegre, ágil e esbanjando conhecimento sobre o cardápio. Tirou todas as nossas dúvidas, auxiliou na escolha dos pratos e sugeriu a entradinha. Um primor de profissional!
Nós iniciamos a comilança com o couvert, composto por ciabatta, patê de queijo de cabra com compota de tomate e manteiga temperada com especiarias. A ciabatta tinha castanha do Pará na massa e era levemente crocante por fora e bem macia no interior. Uma delícia! Se não me falassem que o patê era de queijo de cabra, eu não adivinharia, pois o sabor marcante do laticínio foi quase que anulado pelo modo de preparo. A compota de tomate, que achávamos que fosse de goiabada, para o meu paladar, estava doce ao extremo, o que serviu para camuflar ainda mais o sabor do queijo. Na manteiga, foram salpicadas cebolete, flor de sal e pimenta, o que deu um toque especial.


O mimo do Chef foi um “Timballo” servido com pasta de berinjela e farofa de pistache. Para quem não conhece, Timballo é um prato italiano montado como se fosse um bolo de macarrão. Eu não curti muito, parecia um monte de  bucatini (massa mais grossa do que o spaghetti) grudado e ressecado.


De entrada, o maître sugeriu a "Polenta Taragna con Salame Fresco" (polenta rústica, queijo taleggio, ervas e salame fresco) e nos informou que 3 porções eram suficientes para o nosso grupo de 7 pessoas (R$ 58,00 a porção).


Eu amo lasanha! Mas é uma comida que dificilmente eu peço quando saio para comer. Não sei dizer o porquê! Talvez seja por parecer um prato fácil de fazer ou comum de ser servido em reuniões familiares. Enfim... No Restaurante Salvatore Loi, resolvi dar-lhe uma chance e escolhi a "Lasagna al Tartufo Nero" (lasanha com ragú de vitela, trufas pretas e fonduta de grana padano) - R$ 85,00.
Sabe aquela lasanha suculenta preparada pela sua avó (ou pela sua mãe) com carne moída, presunto, queijo, molho branco e muitooooo molho de tomate? A criação de Salvatore Loi não lembra nada disso!
Montada numa assadeira, a massa recheada sai do forno direto para uma câmara fria, com 30ºC negativos, onde leva um choque térmico e endurece, permitindo que o Chef consiga cortar finas e longas camadas, que, depois de serem douradas na panela, repousam no prato do comensal, entre os molhos de vitela e grana padano. Se a apresentação lembra o símbolo Yin Yang, a semelhança não para por aí, pois uma característica marcante do prato é o equilíbrio entre os molhos e a massa. Apesar de assada sem molho, a lasanha é molhadinha e macia. Uma iguaria única, que dança uma bela valsa na boca de quem a aprecia. Sem dúvidas, foi um dos melhores pratos que já comi na vida.


A escolha do meu marido recaiu sobre a "Fregula con Frutti di Mare" (massa fresca de sêmola sem ovos com lula, camarão, vieiras e presunto de Parma) - R$ 85,00. Achei uma combinação muito interessante, leve e saborosa. Embora tenha sido servida quente, exalava um frescor incrível. Ao final, o Daniel exclamou: "Fazia tempo que eu não ia a um restaurante e degustava um prato tão bom, que me deixasse com vontade de voltar para comer exatamente a mesma coisa".


Se muitas eram as opções de entrada e de prato principal, com a sobremesa não era diferente. Cada uma com uma descrição mais apetitosa que a outra. Depois de muitas divagações, decidi que a bola da vez seria a "Torta Calda  al Limoncello e Gelatina di Lampone" (torta quente recheada com limoncello e gelatina de framboesa) - R$ 37,00. A torta é bem semelhante a um petit gateau, com muita calda de limoncello no interior. Crack crack por fora e bem líquida por dentro. Uma maravilha!


No Salvatore Loi, os clássicos ganham vida nas mãos do criativo Chef, que reescreve a culinária italiana, imprimindo beleza, suavidade e sofisticação. Não é uma cantina tradicional, é um restaurante de Alta Gastronomia, que surpreende e encanta os comensais. Você não sairá com a gola da camisa suja de molho de tomate, mas, ainda assim, irá embora transbordando felicidade.

INFORMAÇÕES:
Rua Joaquim Antunes, 102 - São Paulo – SP
(11) 3062 – 1160

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